De problemas sociais a ideias inovadoras, a 1ª Fecitec – Feira da Ciência e Tecnologia de Campo Bom reúne 85 trabalhos de pesquisa de escolas das redes municipal e privada da cidade. Com tema livre, os projetos foram selecionados por avaliadores de cada instituição, e são apresentados ao público no evento, que ocorre no ginásio de esportes do CEI.
A exposição dos trabalhos e trocas de conhecimentos entre os alunos começaram na segunda-feira (11) e vão até esta quarta-feira (13). As três melhores iniciativas das categorias A, B, C, D e E, que representam a educação infantil, ensino fundamental e médio, vão receber troféus e medalhas.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
Representantes da Emef Morada do Sol, Laura de Oliveira, 13 anos, Ágatha Kayser, 12, e Isadora dos Santos, 12, foram sensibilizadas por uma palestra escolar com o tema gordofobia e pressão sobre a estética. A partir dela, desenvolveram o projeto intitulado “Espelho, espelho meu: quem dita o que sou eu?”. A ideia central do trabalho é valorizar as individualidades, quebrando o estigma da padronização. “Nós aprendemos que nenhum corpo é perfeito e que não existe molde perfeito para se encaixar em um”, afirma Laura.
Para a orientadora do trabalho e professora de educação em tecnologias Vitória Wingert, é primordial o debate do tema na comunidade escolar, pois é neste período que os adolescentes começam a se enxergarem no mundo como sujeitos. “Com os avanços da televisão e das redes sociais, essa cultura cria padrões de beleza a serem seguidos, principalmente para meninas. E elas ficam depreciadas em função de não conseguirem atingir aquele padrão”, ressalta a educadora.
Já o grupo da Emef Emilio Vetter foi movido pela curiosidade de conhecer as características e a importância das impressões digitais. As alunas Luiza Paz, 7, Geovanna Silva, 7, e Eduarda Padilha, 8, sob a orientação da professora Nathalia Soares, aprenderam que existem tipos de digitais e que as impressões digitais são únicas, ou seja, ninguém possui iguais. “O mais importante é que as crianças precisam fazer a carteira de identidade o quanto antes, porque tem uma porcentagem muita alta de crianças que são perdidas e são encontradas porque a digital já está no banco de dados”, declara Nathalia.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
Atentas às notícias divulgadas recentemente, alunas da Emef Edmundo Strassburger desenvolveram uma pulseira e um aplicativo para ajudarem mulheres em situação de risco. As estudantes Sophia de Souza, 11, Alice Lemos, 11, e Luyza Cavalheiro, 12, sob orientação da professora Bruna Borges, utilizaram a tecnologia como aliada. Dessa forma, a pulseira é compartilhada com alguém de confiança e envia sinais em caso de risco. Já o aplicativo contém informações, contatos de segurança e apoio à mulher.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
Buscando resgatar a utilização de chás como importante cuidado medicinal para a saúde, os alunos da Emef Duque de Caxias, Luiza Luly, 13, Julia Mello, 13, e Daniel Ramos, 13, realizaram um estudo de caso para identificarem os principais fatores que contribuíram para o esquecimento das ervas medicinais e a passagem para a utilização de medicamentos pela indústria farmacêutica. “Trazer de volta esse conhecimento das ervas é muito importante para a ciência moderna”, destaca Daniel.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
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O evento, conhecido em outras edições como Semana da Ciência e Tecnologia, teve o nome modificado, pois geralmente ocorre em três dias. Alunos das redes municipal, estadual e privada podem participar da Fecitec e, segundo a secretária municipal de Educação, Mara Daubermann, o objetivo é estimular o ensino pela pesquisa. “Os alunos são incentivados a questionarem, investigarem e construírem o seu próprio conhecimento”, expõe Mara.
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