A última disputa da Olimpíada Escolar de Novo Hamburgo ocorreu neste sábado (29). As provas de BMX aconteceram no Grêmio Atiradores, em uma parceria que há mais de uma década garante a inserção deste esporte nas olimpíadas municipais.
Nesta edição, 40 atletas participaram nas categorias sub-9, sub-11, sub-13, sub-15 e sub-18, nos naipes masculino e feminino, embora apenas três meninas tenham competido. Estão representadas as redes municipal, estadual, particular e até o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (IFSul).

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
FIQUE LIGADO: PREVISÃO DO TEMPO: Reta final de novembro tem predomínio do calorão e da instabilidade no RS
Apesar da competitividade, a maioria dos estudantes chega às provas sem experiência prévia no BMX. Para dar condições iguais a todos, os atletas passam por uma preparação anterior ao dia da competição. Eles fazem reconhecimento de pista, recebem noções básicas da modalidade e realizam treinos orientados pela equipe do departamento de BMX do Grêmio Atiradores. Todo esse processo é gratuito, resultado da parceria com a Prefeitura.
Veja o vídeo
Estudante “descobriu” paixão pelo BMX após participar de Olimpíada
Esse modelo de inclusão esportiva tem produzido resultados concretos. Prova disso é o caso de Guilherme Gonçalves, de 11 anos, estudante da Escola Municipal Marcos Moog, que descobriu o BMX justamente em uma Olimpíada Escolar, quando tinha 9 anos. Até então, o máximo de contato que tinha com bicicleta era pedalar nas ruas do bairro. Ele decidiu competir depois que um amigo comentou que participaria da prova. Mesmo sem vencer naquela primeira tentativa, não desistiu. Ao contrário, se encantou com a pista e quis seguir treinando no projeto bicicross do próprio Grêmio Atiradores.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
CONFIRA AINDA: Luzes, Papai Noel e até neve atraem centenas de pessoas para Natal no Vale do Sinos
Dois anos depois, Guilherme já acumula títulos em competições regionais e estaduais. “Eu gosto muito de estar na pista. Quando estou correndo, sinto que vou vencer”, conta. Em novembro, ele conquistou o primeiro lugar em uma etapa da Copa Campo Bom. No dia 4 de dezembro, embarca para Curitiba, onde disputará a Copa Brasil de BMX e participará de uma clínica com o multicampeão Renato Rezende, um dos maiores nomes da modalidade no país.
Vestibular da UFRGS: Tudo o que você precisa saber sobre as provas que ocorrem neste fim de semana
A evolução do jovem é acompanhada de perto pela professora de educação física, Paula Torres Gasparetto, que o incentivou a participar da Olimpíada Escolar aos 9 anos. Ela lembra que Guilherme chegou sem qualquer noção do esporte, mas se apaixonou pela modalidade logo no primeiro contato. “Ele é muito participativo e gosta de gastar energia. Os pais incentivaram e ele está até hoje. Agora já compete pelo clube. É muito gratificante ver a evolução dele”, afirma. Segundo a professora, ver os vídeos enviados pelos pais, mostrando as vitórias do aluno, reforça o impacto social e esportivo que a Olimpíada tem na vida dos jovens.
ENTRE NO CANAL DO ABCMAIS NO WHATSAPP
O diretor do departamento de BMX do Grêmio Atiradores, Anderson Luis Arruda, destaca que a parceria com a prefeitura é fundamental para a renovação de atletas na modalidade. “É um esporte pouco divulgado, e quando chegam aos 14 ou 15 anos muitos acabam parando porque começam a trabalhar. Então, essa renovação que começa pela Olimpíada Escolar é essencial. A cada ano, sempre alguém acaba ficando no esporte”, explica.
O clube, inclusive, oferece estrutura completa para quem deseja praticar: bicicletas, equipamentos de segurança e a escolinha aberta para novos alunos. “É só vir se inscrever. Tem tudo para começar no esporte”, reforça.