O que a comunidade de São Francisco de Paula deseja para o primeiro centro cultural do município estará no centro da roda de conversa “A Casa Amarela que eu quero”. O encontro está marcado para o dia 28 de março, às 16 horas, no interior do prédio. O imóvel tombado foi destinado à Cultura e está em fase de projetos e pesquisa histórica.
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Foto: Lúcia Pires/Divulgação
A etapa iniciada em novembro de 2025 tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul (LIC-RS) e patrocínio cultural da Sicredi Pioneira e aporte da prefeitura.
Agentes culturais, representantes do poder público, da iniciativa privada e interessados na preservação do patrimônio e no desenvolvimento cultural poderão participar do encontro sem necessidade de inscrição. No evento, arquitetas e pesquisadores apresentam curiosidades sobre a trajetória da Casa e características construtivas que já foram levantadas.
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O público poderá colaborar com ideias, memórias e sugestões para o futuro uso do novo espaço e, assim, participar do projeto, a ser entregue em agosto. A criação de uma Associação de Amigos da Casa Amarela também faz parte da expectativa da organização do evento.
A prefeitura deverá atualizar o público sobre a recuperação do telhado, que vai dar início ao restauro com um investimento próprio de cerca de R$ 300 mil. A previsão para janeiro não se confirmou, devido ao processo de licitação, mas o risco ao patrimônio é real e considerado emergencial pelo município.
“Esta é uma das obras mais importantes dos últimos anos em São Francisco. É o primeiro prédio tombado e simboliza um novo olhar sobre o patrimônio. Mais que restaurar, queremos que a cidade se encontre com sua identidade. A Casa Amarela deverá gerar fluxo turístico e oferecer espaços de convivência, cultura e memória”, destaca o secretário de Turismo e Cultura de São Francisco de Paula, Rafael Costa.
Com mais de 400 m², o prédio foi construído no início do século 20. Sediou o governo municipal até meados dos anos 2000 e permaneceu ocupado por secretarias até 2023, quando foi desocupado.
A realização da primeira etapa do restauro da Casa Amarela é uma iniciativa do projeto Memórias de São Francisco de Paula, que atua desde 2019 em ações culturais da cidade, com coordenação da jornalista e produtora cultural Lúcia Pires.
“O mais importante é a comunidade se apropriar do novo espaço. Torcemos por uma gestão compartilhada, profissional e democrática, que mantenha a cultura viva e o acesso à arte”, diz Lúcia Pires.
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