A cooperativa de artesãs Koloniegeschmack faz a alegria da comunidade de Sapiranga com o Sabor da Colônia no Parque do Imigrante. Todo domingo, das 7h30 ao meio-dia, quem passa pelo parque pode desfrutar de cucas, roscas de polvilho, pães, bolachas e outras delícias produzidas pelo grupo de mulheres.
O aposentado Guido Schuh, de 72 anos, mora no Centro do município e faz questão de comprar toda semana. “Desde que eles abriram aqui, sempre compro um torresmo e uma rosquinha. Gosto do sabor que tem, do atendimento, da praticidade… tudo ajuda. E também gosto de prestigiar o trabalho delas, que é bem feito, com limpeza.”
Descendente de alemães, Guido pegou a tradição de consumir produtos coloniais com a família. “Desde pequeno, a gente se criou assim. Nasci em Santa Maria do Herval e vim para Sapiranga quando fiz um ano. Sempre comi cuca, rosca de polvilho e outros produtos”, conta.
Você também pode se interessar: Feira de adoção une tutores e pets em Estância Velha; veja detalhes
Quem caminha pelo parque também acaba sendo atraído para a banca do Sabor da Colônia. Como é o caso da empresária Marta Muniz da Silva Vargas, de 42 anos, moradora do bairro Sete.
“Estava passeando por aqui, mas vou comprar uma cuca e uma rosca de polvilho. Amo esse tipo de produto pela qualidade e pelo sabor, na minha casa sempre teve, então isso já vem da infância e acho que vou levar para o resto da vida.”
Tradição passada de avó para neta
A artesã Fernanda Almeida, de 30 anos, do bairro Picada São Jacó, atua no Sabor da Colônia junto com a avó Arcelina Therezinha de Almeida, de 76 anos.
“Atuo como artesã faz muito tempo, uns dez anos pelo menos. Sempre gostei por causa da minha avó, ela sempre fez de tudo: pintura, crochê, tricô, bordado, bolacha, cuca… eu sempre gostei disso, mas aprendi sozinha porque não consigo aprender com outra pessoa”, diz Fernanda.
“É gratificante tu ver uma coisa que foi feita com as tuas mãos, mesmo que não venda. É uma terapia para mim. Filho e marido fica lá e aqui é outra coisa”, continua.
ENTRE NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP
Da mesma forma, Arcelina também é movida mais pela paixão do que pela fonte de renda. “Eu vendo há uns quatro ou cinco anos. Mesmo sendo aposentada, acho que a gente não pode parar. Aí as gurias (da cooperativa) começaram a fazer as cucas e pães e eu quis participar”, relata.
“Cada domingo é uma equipe e nós estamos aqui desde as duas da manhã. A renda do artesanato é pouca, mas eu gosto de fazer e de ajudar as gurias quando eu tenho condições”, continua.
Já a artesã Fernanda de Brito, que tem 21 anos e mora no bairro Picada dos Nabos, se interessou pelo trabalho só depois de crescer. “Foi curiosidade, fui pesquisando, aprendi tudo na internet e mandei mensagem para a Fernanda. Eu não tive influência da família, acabei pegando gosto vendo outras pessoas trabalharem.”