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PÓS-ENCHENTE

Cooperativas de reciclagem da região recebem seis novos caminhões

Entregas, feitas em São Leopoldo e Novo Hamburgo, foram viabilizadas por meio do projeto Reconstrução Solidária, financiado pela Fundação Banco do Brasil

Priscila Carvalho
Publicado em: 14/11/2025 às 10h:59
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Quatro cooperativas de reciclagem da região foram beneficiadas com a entrega de seis caminhões, viabilizados pelo Centro de Solidariedade, Ajuda Mútua e Meio Ambiente (Centro SAMA) em parceria com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), dentro do projeto Reconstrução Solidária.

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O projeto, financiado pela Fundação Banco do Brasil, apoia a retomada produtiva de cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis atingidos pelas enchentes de maio de 2024. As entregas ocorreram nesta quinta-feira (13).

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Pela manhã, a ação ocorreu na sede da Cooper Santo Antônio, em São Leopoldo, onde foram entregues cinco veículos: 3 para a própria cooperativa, um para a Coopervitória e um para a Cooperativa Uniciclar. À tarde, foi a vez da Coolabore, de Novo Hamburgo, receber seu caminhão.

Conquista

Membro da coordenação estadual do MNCR, Fagner Jandrey, participou das entregas e falou sobre a mobilização para o projeto. “A gente reivindicou, junto ao governo federal, que tivesse algum apoio direto pra as cooperativas e as associações de catadores, que foram atingidas diretamente pelas enchentes, e conquistamos esse projeto”.

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Fortalecimento

Representante da Frente Parlamentar das cataduras e catadores do Rio Grande do Sul da Assembleia Legislativa, Ana Medeiros, a Maninha, lembrou que o comitê esteve junto nas articulações, principalmente depois da enchente, pela necessidade de fortalecer os grupos, que ficaram desestabilizados. “A aquisição dos caminhões é um fortalecimento enorme para a categoria, que faz um trabalho também de agente ambiental. Que a gente possa absorver isso e que a sociedade nos enxergue realmente como tal”.

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Presente no ato leopoldense, o secretário municipal de Mobilidade e Serviços Urbanos (Semurb), David Santos, destacou que a entrega é um marco para as cooperativas, que ainda tentam se recuperar. “Esses caminhões vão gerar mais economia pra essas famílias. Pra nós, do governo, é gratificante poder ver a luta deles, porque essa conquista foi uma luta que eles foram atrás e conseguiram. A gente se sente feliz de estar acompanhando essa batalha, poder compartilhar e ajudar de alguma forma.”

“Sinal de esperança”

Presidente da Cooper Santo Antônio, Cassio Jackson Ortiz definiu a entrega dos veículos como uma retomada. “É como se fossemos começar do zero”, destacou, lembrando que os cinco caminhões que a cooperativa tinha foram perdidos com a inundação, além de equipamentos como prensa e esteira.

“Quando a gente voltou, era um cenário de guerra. Foi devastador, a gente achou que ia ter que fechar as portas. Foi muito prejuízo”.

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Para recomeçar, a Santo Antônio, que fica no bairro Campina e hoje conta com 20 cooperativados, comprou um caminhão usado para seguir cumprindo o contrato com a Prefeitura de São Leopoldo. “E quando ficamos sabendo desse projeto, foi um sinal de esperança da gente conseguir se erguer novamente”, comenta. “Pra nós, a vinda dos caminhões será muito bom. Isso vai aumentar nossa produção e a renda dos cooperativados”.

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“Vai mudar a nossa vida”

Pela Uniciclar, do bairro São Miguel, participaram do ato de entrega, a presidente, Neusa de Quadro, e a diretora financeira da cooperativa, Saionara Quadro. “Perdemos quatro caminhões na enchente. Ainda no ano passado, conquistamos um, do projeto do Ministério do Meio Ambiente”, contou Saionara, citando a importância da vinda de mais um veículo para os 22 cooperativados.

“Vai mudar a nossa vida, porque a gente vai conseguir atender melhor os contratos que temos e melhorar a quantidade de material que recolhemos. Além disso, vamos conseguir voltar a atender quem a gente atendia e que precisamos parar por não termos mais caminhões.”

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Cooperativa trabalhava com caminhão alugado

Para a CooperVitória, do bairro Vicentina e que conta com 12 cooperativados, a notícia da entrega também foi recebida com muita alegria. “Nós não temos caminhão próprio, trabalhamos com caminhão alugado. Então, pra nós, vai ser um benefício, porque vamos poder entregar o caminhão locado e gerar mais trabalho e renda para os cooperados”, disse a coordenadora, Cristiane Alves da Rosa.

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Em Novo Hamburgo, Janete da Silva recebeu as chaves pela Coolabore



Em Novo Hamburgo, Janete da Silva recebeu as chaves pela Coolabore

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

Ampliação do trabalho

A Coolabore, de Novo Hamburgo, recebeu o caminhão na sede da cooperativa, no bairro Industrial. O novo veículo amplia a capacidade operacional da Coolabore, que passará a atuar com cinco caminhões na coleta de resíduos sólidos.

Com isso, a cooperativa estima um aumento mensal de cerca de 50 toneladas de material reciclável recolhido, permitindo alcançar regiões que hoje não são plenamente atendidas. A vice-presidente da Coolabore, Tacia Adriana Rodrigues, afirma que a ampliação da frota permitirá qualificar o serviço e beneficiar diretamente os trabalhadores.

O projeto Reconstrução Solidária ainda contempla a aquisição de dois caminhões para grupos de Porto Alegre.

*Colaborou: Geison Concencia

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