Conhecida pela produção de uvas, a cidade de Igrejinha tem na viticultura uma de suas principais atividades agrícolas, conforme o secretário municipal de Agricultura, Jorge Luiz Jacobs. A fruta, que possui milhares de espécies, é a principal fonte de renda de pessoas como José Ricardo Müller, de 62 anos, morador do bairro Viaduto.
Apelidado no município como Ricardo das Uvas, o produtor rural é responsável pelo cultivo de mais de 10 espécies em sua própria casa, mesmo local em que as vende. Nascido e crescido em Igrejinha, ele produz e vende ao lado da irmã, Carina Elaine Ely, 45, desde 2007, na casa dela.
“Eu trabalhava em uma fábrica de calçados e quando eu encaminhei os papéis para me aposentar, a cartinha veio negada. Aí eu entrei na Justiça porque eu me incomodava um pouco por ser chefe de corte. Fiz acordo e trabalhei por dois anos por conta própria, foi quando aprendi a trabalhar com as uvas”, conta Müller.
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“Tem um outro aqui perto que tem uvas e a gente ajudava ele, e foi assim que aprendi e comecei também”, continua. O produtor rural também tem plantações de goiaba e de pitaya, mas é principalmente pelas uvas que é conhecido.
Dentre as espécies que vende, Müller lista mais de dez. “Tem a de mesa, Benitaca, Arainha Itália, Niágara branca, rosa, Francesa Preta, Isabel Preta, Moscatel, Goldfinger (que a gente chama de Bananinha), Vitória, Isis, Núbia”, menciona.
“As uvas comuns têm suco, já as de mesa são crocantes e firmes. Temos as sem sementes também. Na questão do sabor, a branca é um pouco mais suave do que a rosê, e dentre as pretas, a melhor, na minha opinião, é a Francesa, porque não é tão ácida quanto a Isabel”, continua.
O secretário Jorge Luiz Jacobs destaca que a atividade é uma parte importante da economia do município e de seus moradores. “Ela coloca a cidade no mapa dos produtores de uva, mas a maior importância é para o produtor que consegue ter mais uma fonte de renda. Alavanca mais a economia dos agricultores.”
Feira da Uva até o final do mês
Iniciada no dia 7 de janeiro, a Feira da Uva ocorreu na Rua Coberta de Igrejinha nas quartas-feiras e nos sábados, durante todo o mês de janeiro.
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Para Ricardo das Uvas, ações como essa são boas oportunidades para gerar ainda mais renda. “Em 2010 adiante nós começamos a fazer feira com a uva comum. A de mesa foi no decorrer do tempo. Todo ano, pelo menos até março, a gente participa de diversas feiras enquanto tiver uva”, afirma.
Carina explica que, mesmo durante a feira, o ponto de venda em sua casa continua. “A gente vai se revezando. Enquanto um fica lá na feira, o outro fica aqui. A feira é uma coisa boa porque tem gente que vem de fora e a gente consegue trazer para dentro da propriedade.”