Em Estância Velha, a manhã deste sábado (24) começou com alimentos fresquinhos, conversas entre famílias e conhecidos de longa data e bancas cheias de cores e aromas. Isto porque as seis famílias que integram a Feira do Produtor trazem produtos cultivados através da agricultura familiar e outros feitos artesanalmente.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
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É o caso de Marli, 72 anos, e Walter Goedtel, 76, que há cerca de 30 anos levam alimentos cuidadosamente preparados para os moradores da região. Há três décadas o casal começou expondo linguiça, produto que continua sendo um dos principais na venda. “Fizemos um curso e hoje eu sou o único licenciado para produzir linguiça em Estância Velha”, conta Walter.
Além deste item, Walter produz banha, pepino branco, entre outros, e a tia do casal faz os bolos. O negócio se estende também à casa da família, pois durante a semana é lá que a venda acontece. “É uma alegria, uma diversão, uma amizade com o povo”, diz Walter. “A gente chegou a conhecer muita gente através da Feira e do pessoal que vai lá em casa”, completa Marli.
Já Rosângela Cristina de Oliveira, 43, leva há aproximadamente oito anos os produtos da agricultura familiar para a Rua Balduíno Weber, além dos bolos caseiros e rapaduras. Somado a este ofício, Rosângela atua como presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, mas a principal renda vem das vendas.
“A principal motivação é a gente saber a procedência dos produtos, ter contato com o cliente que gera uma confiança e troca, e aprendemos muita coisa com eles”, afirma a produtora.
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Foto: Paola Altneter/GES-Especial
Comunidade aproveita produtos fresquinhos
Um dos clientes fiéis que passa regularmente aos sábados na Feira do Produtor de Estância Velha é o morador local Joel Bielefeld, 47, que garante a salada da semana para toda a família. “Desde a primeira vez que a gente passa a usar uma fruta ou um legume orgânico é incomparável, não é o mesmo sabor do mercado. Quem é um bom cuidador da sua saúde percebe a diferença”, explica.
Outro estanciense, Kristian dos Santos, 39, tem o compromisso recorrente com o filho de ir comprar um bolo de requeijão. “Eu venho buscar o bolo porque o meu filho adora, ele pede toda a semana”, comenta. “A gente gosta de valorizar o trabalho daqui, para que continue tendo, porque faz toda diferença para esta galera ter a clientela fiel”, ressalta.