O governo do Estado divulgou, neste domingo (29), os resultados parciais dos estudos de batimetria realizados em quatro regiões prioritárias, com foco em rios de grande porte, sob coordenação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).

Foto: Igor de Almeida/Sema
O estudo de batimetria comparou condições anteriores e posteriores à inundação de 2024, abrangendo os eixos Metropolitano (rios Gravataí, Sinos, Caí e Delta do Jacuí), Taquari-Antas, Baixo Jacuí, e Guaíba.
Na região, há o Rio dos Sinos, Rio Caí e o Rio Gravataí no Eixo Metropolitano, que possui 100% do trabalho de campo finalizado e 70% dos dados entregues. Já o Taquari-Antas teve 84% do seu trabalho de campo finalizado e 60% dos seus dados entregues.
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Os leitos do baixo Jacuí e Guaíba, que perpassam menos cidades da região, estão 100% do trabalho de campo concluído e tiveram 40% dos dados entregues (no caso do baixo Jacuí) e 80% (no caso do Guaíba).
O trabalho foi iniciado em julho de 2025 e consiste na medição do relevo e da profundidade dos corpos hídricos, gerando dados com o objetivo de simular cenários de eventos críticos, identificar áreas de risco, elaborar manchas de inundação e orientar o planejamento de redes de monitoramento e alerta.
A Sema afirma que, à medida que os dados forem consolidados, informações como a localização dos pontos analisados, situação completa e fatores que contribuíram para o resultado serão disponibilizados no portal da Infraestrutura Estadual de Dados Espaciais (IEDE), no entanto, não informou um prazo até o horário de fechamento desta reportagem.
Vale ressaltar que o resultado da análise não tem relação com ações de desassoreamento, uma vez que são realizadas nos pequenos rios e coordenadas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Ainda por meio de assessoria, a pasta frisa que só será possível afirmar com toda certeza que não há assoreamento após a análise completa dos dados.
Por meio de nota, a secretária Marjorie Kauffmann destacou a relevância dos estudos para o planejamento de longo prazo. “Estamos avançando na construção de um Rio Grande do Sul mais resiliente aos eventos climáticos extremos, com base em dados técnicos qualificados. Esse é um trabalho estruturante, que exige continuidade e integração entre diferentes áreas do conhecimento”, afirmou.
Rio do Sinos e Rio Caí são os que mais percorrem cidades da região
Dentre as bacias analisadas, as que mais percorrem a região são a do Rio dos Sinos, que perpassa 27 cidades e Rio Caí, que perpassa 28, conforme informações disponibilizadas pela Sema. No caso do Rio dos Sinos, nove cidades estão 100% inseridas na bacia, sendo Novo Hamburgo, Campo Bom, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio, Parobé, Rolante, Riozinho e Araricá.
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Já o Rio Caí perpassa 100% de 12 cidades: Montenegro, Bom Princípio, Feliz, Harmonia, Lindolfo Collor, Morro Reuter, Nova Petrópolis, Pareci Novo, Picada Café, Presidente Lucena, Santa Maria do Herval e Tupandi.