O que começou com apenas uma aluna se transformou em uma rotina de bem-estar e convívio social para cerca de 20 alunas no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) das Artes Werner Ricardo Bohrer, em Campo Bom.
Há cerca de um mês, o Grupo Vida Ativa, como é chamado, passou a ter encontros não apenas uma vez por semana, mas duas. Nele, as pessoas inscritas podem contar gratuitamente com atividades físicas como fisioterapia, dança e caminhada.
As atividades ocorrem nas segundas-feiras, das 8h às 9h, e, mais recentemente nas quartas-feiras, das 9h às 10h, segundo a professora Tamires Lemos. Ela informa ainda que, para se inscrever, basta comparecer ao local durante o horário das atividades.
Ação cresce e dá “gostinho de quero mais”
De acordo com a diretora do centro, Anita Schneider, a iniciativa começou por volta do mês de abril de 2025 com o objetivo de proporcionar um cotidiano mais ativo para as pessoas da comunidade.
“Eu conversei com a Tamires e falei ‘vamos fazer uma proposta para trazer as mulheres aqui para dentro’. Aí veio a dona Elaci, que foi a primeira, veio sozinha por duas semanas, mas não desistiu. Falei ‘vamos ir divulgando, a gente não pode desistir’”, lembra.
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“Então começou a vir mais uma, depois outra… e agora com a empolgação elas estão procurando mais. A dona Elaci era uma pessoa que não sabia nenhum ritmo, nada, hoje em dia ela é um pé de valsa”, completa.
Anita afirma ainda que a ampliação partiu das próprias alunas. “Elas nos pegaram de surpresa quando disseram que queriam mais um dia, então sentei e organizei com a Tamires em relação a outras atividades.”
Bem-estar e amizades atraem as alunas
A aposentada Elaci Lara Barbosa, de 70 anos, mora no bairro Operário e foi convidada pela própria professora Tamires para iniciar o grupo. “Ela passou o convite para nós e eu vim pela primeira vez, mas era só eu e eu fui embora. Na segunda eu fiquei, conversamos e eu consegui trazer mais colegas, incentivei elas, elas vieram, gostaram… e a cada dia vem mais pessoas”, conta.
“Eu dizia que era um ambiente bom, uma distração, que ia conversar e ter mais amizades, muitas não têm oportunidade de ir a outros lugares. É uma coisa muito boa que foi programada para pessoas com mais idade e jovens também. É um lugar aberto, um espaço muito bom, com gente bem comunicativa. A gente tem muito o que agradecer à direção e às professoras”, continua.
A professora Tamires afirma que o sucesso da ação é perceptível diariamente. “É maravilhoso, como a gente está aqui sempre com elas, a gente as escuta falando como isso foi bom para a vida delas, do quanto melhorou a saúde, bem-estar, mobilidade, agilidade e também a socialização”, observa.
“Porque enquanto elas estão aqui, elas não estão em casa sozinhas, estão aqui conversando, então sempre tem uma novidade, elas se sentem muitos felizes e nós também, porque nosso objetivo era trazer a comunidade para que ela se sinta pertencente à esse espaço”, continua.
Dor que diminui e sorriso que aumenta
A aposentada Neusa Borges tem 56 anos e, assim como Elaci, mora no bairro Operário e se juntou ao Grupo Vida Ativa para melhorar sua qualidade de vida.
“Eu estou aqui desde o início, quando a Elaci me convidou. Além do benefício para o corpo, para mim foi muito bom fazer novas amizades, que faz bem para a mente. E eu tenho problema de coluna, então amenizar a dor para mim foi ótimo”, relata.
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“Antes eu fazia atividade física, mas era às vezes sim, às vezes não, sabe? Aquela preguiça. Desse jeito é um incentivo para todas nós, uma incentiva a outra. A Elaci que me buscou e eu fui nas casas também buscar as outras”, prossegue.
Quem foi convidada pela Neusa foi a aposentada Sônia Gevehr, de 67 anos, do mesmo bairro. “Eu trabalhava e era só sentada, e estava tendo dificuldades com os meus movimentos. Com a fisioterapia, a dança e a caminhada, eu me desenvolvi muito. É muito bom, ninguém vai se arrepender de vir.”
Serviço
O quê: Grupo Vida Ativa – fisioterapia, caminhada e dança
Quando: segundas-feiras, das 8h às 9h; quartas-feiras, das 9h às 10h
Onde: CEU das Artes Werner Ricardo Bohrer — Rua Limeira, 315, bairro Operária
Para quem: todas as idades
Quanto: gratuito