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CONCESSÃO

Em reunião com governo do Estado, prefeito de Canela manifesta contrariedade a pedágio na RS-466

Prefeito manifestou o interesse em municipalizar a rodovia; pedágio criaria bloqueio dentro da própria cidade

Fernanda Steigleder Fauth
Publicado em: 05/11/2025 às 17h:35 Última atualização: 05/11/2025 às 17h:36
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O prefeito de Canela Gilberto Cezar participou  na manhã desta quarta-feira (5), de uma reunião no Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre, para manifestar oficialmente sua posição contrária à instalação de um pedágio na RS-466, estrada que dá acesso ao Parque do Caracol. A medida ocorreria conforme planejado para as concessões das rodovias do Bloco 1, previstas pelo governo do Estado

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Prefeito de Canela leva ao Estado argumentos contra o pedágio na RS-466



Prefeito de Canela leva ao Estado argumentos contra o pedágio na RS-466

Foto: André Fernandes/PMC

O encontro na capital gaúcha contou com a presença da chefe de Gabinete da Casa Civil, Cátia Belmonte, representantes da Secretaria de Reconstrução e da Secretaria de Planejamento e demais autoridades e equipe de apoio.

Durante a reunião, o prefeito apresentou argumentos técnicos e socioeconômicos, destacando que a implementação do pedágio acarretaria prejuízos significativos ao turismo e à comunidade de Canela. Segundo ele, a medida não observa os princípios da razoabilidade e da finalidade pública, uma vez que a RS-466 não é uma rodovia de alta circulação de cargas nem de ligação entre cidades.

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Conforme a prefeitura, as autoridades e equipes de apoio presentes se mostraram compreensivas com as razões apresentadas pelo chefe do Executivo canelense, demonstrando sensibilidade à realidade local e aos impactos que a instalação do pedágio poderia causar para moradores e visitantes.

Gilberto Cezar ressaltou, ainda, que ao contrário de outras rodovias estaduais, a RS-466 não possui rotas alternativas sem pedágio. “A população ficaria cercada. Os moradores teriam que pagar para circular dentro do próprio município — para trabalhar, levar os filhos à escola, ir à farmácia ou ao comércio local”, enfatizou.

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Além disso, reforçou que a estrada tem apenas 7 quilômetros de extensão, não liga a nenhuma outra cidade e não há necessidade de duplicação — hipótese que chegou a ser mencionada como justificativa para a cobrança.

Como alternativa, o prefeito manifestou o interesse em municipalizar a rodovia, com o objetivo de evitar transtornos à população e direcionar investimentos para infraestrutura turística, como construção de ciclovias e demais melhorias ao longo do trecho.

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