O espaço de acolhimento para mulheres vítimas de violência doméstica em Canela, a Casa Vitória, atendeu, em 11 meses no ano de 2025, mais de 215 novas pacientes. A entidade é uma das 14 casas de abrigo que existem no Rio Grande do Sul e se destaca pelo trabalho de fortalecimento da rede de proteção às mulheres, e oferece, além de abrigo, escuta qualificada, apoio psicológico, e orientação social e jurídica. Em quatro anos de atuação, a entidade já contabiliza 1.137 atendimentos.
NOTÍCIAS DE CANELA: Receba alertas exclusivos da cidade no WhatsApp. CLIQUE AQUI PARA ENTRAR

Foto: Divulgação
De janeiro a novembro deste ano foram atendidas 215 novas pacientes, sendo que 26 pessoas – entre mulheres e filhos – ficaram abrigadas no local, e 810 consultas foram realizadas pela equipe de profissionais, composta por uma coordenadora geral, uma assistente social, uma psicóloga e uma pessoa de serviços gerais. Ainda foram realizadas 86 visitas domiciliares e 88 encaminhamentos para as redes de saúde, educação e assistência social.
“Os resultados de 2025 reforçam não apenas o volume de atendimentos, mas a importância do trabalho que realizamos diariamente. Mobilizamos a comunidade, fortalecemos parcerias e ampliamos ações educativas e de conscientização, porque enfrentar a violência contra a mulher exige uma rede forte, consciente e atuante. A Casa Vitória é um espaço de amparo, mas também de transformação social”, afirma a coordenadora geral, Manoela Negrelli.
Comunidade e documentário
Paralelo ao atendimento direto às mulheres, neste ano a Casa Vitória intensificou as atividades de conscientização junto à comunidade. Foram 40 ações sociais envolvendo escolas, empresas, órgãos públicos e entidades, todas voltadas à temática de prevenção, proteção e combate da violência doméstica.
Entre as iniciativas destacam-se o 2º Concurso de Redação, que envolveu alunos do 6º ano de escolas municipais, com 139 textos inscritos, e o 2º Concurso de Teatro – Canela no Enfrentamento à Violência Doméstica, com sete peças produzidas por alunos do 9º ano, também da rede municipal.
Outra frente de grande impacto foram as sessões itinerantes do documentário “Eu, Dona de Mim”. Ao longo do ano foram promovidas 18 exibições da produção que mostra depoimentos de mulheres que sofreram violência doméstica e de quem atua na defesa e proteção de vítimas.
As sessões aconteceram nas cidades de Três Coroas, Parobé, São Leopoldo, Caxias do Sul e Dois Irmãos, além de exibição na Brigada Militar de Gramado, Câmara Municipal de Canela e 11 sessões especiais em escolas de ensino médio de Canela. Para o próximo ano, o projeto segue com, pelo menos, mais cinco sessões previstas.