Através do som, das luzes, da montagem do placo e, principalmente, do protagonismo do elenco, o espetáculo teatral O Monstro do Jogo provocou no público reflexões essenciais sobre problemas do presente. Peça dirigida por Marcelo Aquino foi apresentada na quinta-feira (19), no Teatro Paschoal Carlos Magno, em Novo Hamburgo.

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
No palco, cinco personagens, todos jovens, representavam os dramas que a sociedade contemporânea vive: excesso de celular, inseguranças, aceitação, preconceitos e demais temas que fazem parte do cotidiano.
Ao mesmo tempo que trazia à tona assuntos sensíveis, a peça também levantou as bandeiras da igualdade, do respeito e da tolerância. Para o diretor da peça, Aquino, a saúde mental de seus alunos conhecidos tem sido uma preocupação. Como professor, testemunhou jovens com depressão, ansiedades e que fazem uso de medicamentos. “Eu sou um entusiasta da tecnologia. Mas não podemos fechar os olhos para o tanto de coisas ruins que ela também pode trazer”, diz Aquino.
Na plateia, o ator Felipe kannemberg viu com bons olhos os jovens atores e, principalmente, a direção da peça. Para ele, a escolha do tema e o texto foram bem direcionados, com uma linguagem que pode atingir o público mais jovem.
“Eu sou suspeito em falar, pois adoro teatro. Acho que da forma como foi feita, a peça tem condições de atingir a gurizada. Ela propôs um olhar direcionado sobre problemas relacionados a redes sociais”, comenta.
Para o expectador Vilson Bueno, que aderiu há pouco tempo o teatro, a peça foi uma surpresa. Não acostumado ao formato artístico do teatro, logo foi surpreendido com poder transformador da peça. Segundo ele, a forma como o excesso de redes sociais, além dos preconceitos muitas vezes alimentado por essas plataformas foram tratadas, fez com que ele também refletisse sobre os temas.
“Comecei há pouco tempo a ver teatro. Estou me acostumando ainda. Mas espetáculos como esse, gratuitos, ainda, deixaram-me ainda mais interessados nessa manifestação artística”, completa Bueno.

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
Luz e Cena
O Teatro Luz & Cena completa 48 anos de atuação, aproximando-se de meio século de história dedicada à formação de artistas e produtores culturais, com circulação por mais de 350 cidades do Rio Grande do Sul ao longo da sua trajetória.