Funcionários que foram demitidos pelo Frigorífico Zimmer, de Parobé, em outubro deste ano, organizam um protesto contra a empresa na próxima semana. A manifestação, que ocorrerá em frente à sede da empresa na RS-239, na sexta-feira (21), às 9 horas.
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Foto: Divulgação
Entre as justificativas está a recuperação judicial que a empresa pediu uma semana depois de anunciar as 95 demissões. Os colaboradores, que foram desligados, alegam o não pagamento de valores e temem que, por conta do pedido de recuperação judicial, as quitações não sejam cumpridas.
“Uma semana depois eles entraram com recuperação judicial e nós, que fomos desligados, somos contrários a isso. Isso pode suspender temporariamente o pagamento dos valores que ficaram para trás”, diz uma ex-funcionária da empresa que preferiu não se identificar.
No dia 20 de outubro, quando a empresa comunicou as demissões, foi alegado que a medida visava readequar a empresa à nova realidade nacional, diante do alto custo de operação somado à retração do mercado. Também foi comunicado que todos os valores referentes a outubro seriam quitados.
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“No meu caso, tinha valor de férias e 13º para pegar. Agora, também tem férias atrasadas. Só recebemos o salário referente ao mês de outubro”, diz outra colaboradora demitida na data e que também não quis se identificar.
Com mais de 50 anos de tradição nos mercados nacional e internacional, a empresa foi fundada em Sapiranga. Hoje, o frigorífico comercializa 850 toneladas de carne por mês. Para o mercado externo, envia 150 toneladas de carne mensalmente para 13 países, como Emirados Árabes Unidos, Gana, Marrocos, Angola, Tunísia e Filipinas.
A empresa foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.