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Familiares de pacientes que morreram fazem manifestação em frente à Prefeitura de Sapiranga

De oito casos, sete terminaram em óbito dos pacientes por diferentes causas. Familiares reclamam de supostas negligências. Prefeitura afirma que sindicância apura alguns dos casos

Familiares de pacientes que morreram fazem manifestação em frente à Prefeitura de Sapiranga
Publicado em: 08/07/2025 às 19h:37 Última atualização: 08/07/2025 às 19h:38
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Oito famílias se manifestaram na tarde desta terça-feira (8) em frente à Prefeitura de Sapiranga. Sete delas enfrentam a dor do luto, após a perda de um familiar em casos que consideram como negligência médica no município.

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Manifestação cobrou possíveis negligências médicas | abc+



Manifestação cobrou possíveis negligências médicas

Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

A prefeitura afirma que uma sindicância foi instaurada para apurar as responsabilidades de alguns dos casos, que se encontra na fase final, aguardando um ofício do Hospital Sapiranga referente a um dos pacientes. Após inclusão deste documento, o relatório final deve ser produzido. O Hospital Sapiranga foi procurado, mas não se manifestou até o o momento.

Relatos de familiares de pacientes que morreram

Márcia de Amaral é mãe de Jhenyfer Gabriela Vazan do Amaral, que morreu aos 22 anos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sapiranga. “Ela precisava fazer uma operação para a retirada de pedra na vesícula. No entanto, por estar com a saturação baixa, a cirurgia foi cancelada.”

O procedimento seria efetuado no Hospital Sapiranga. “Os médicos passaram a adiar a cirurgia. Não marcaram, no dia 24 de dezembro do ano passado, a minha filha não aguentava mais as dores e foi na UPA, deram morfina e outros medicamentos diretamente na veia. Sem ao menos se preocupar com os remédios antidepressivos que ela tomava.” Jhenyfer foi liberada e voltou para casa, entretanto, sofreu uma parada cardíaca, voltou à UPA, mas não resistiu. O caso dela é um dos investigados pelo município.

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Outro caso investigado é o de Eloá Possenti Rodrigues de Moraes. A mãe conta que o óbito também aconteceu em dezembro de 2024. “Levei ela na UPA e falaram que ela estava com laringite. Cinco dias depois, voltei e finalmente fizeram um raio-x, descobriram que minha filha estava com pneumonia.”

Eloá, de apenas 5 anos, foi levada para o Hospital Sapiranga e a mãe não conseguiu um leito. “O médico falou que ali não era hotel para se hospedar. Levei minha filha para casa em um caixão.”

O que diz a prefeitura

Segundo a prefeitura, a sindicância também apura o óbito de Jaquelini Graziela dos Santos e o caso de João Vitor Santos de Oliveira, que segue hospitalizado. A prefeitura explica ainda que o Hospital Sapiranga é administrado pela Sociedade Beneficente Sapiranguense e que o Executivo fiscaliza a casa de saúde. Sobre as mortes nas UPAs, reitera que está atuando na apuração das responsabilidades. O Executivo reforça que a ouvidoria do município pode ser acionada em casos de maus atendimentos. 

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Outros casos da manifestação

Ainda fazem parte do grupo de manifestantes familiares de Lucas Gael, que nasceu prematuro e teve uma série de complicações de saúde; de Kauany Ventura de Vargas, que morreu após complicações por uma cesariana no Hospital Sapiranga; Edilio Diniz da Rosa, que morreu aos 55 anos após dois dias na UPA da cidade com sintomas de vômito e diarreia; e de Theo da Silva Cezar, que faleceu com 1 ano e 6 meses em dezembro de 2021, com câncer na glândula adrenal. De acordo com familiares, o médico teria dito que Theo estava com sintomas gripais e negado uma ambulância.

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