O fechamento da obstetrícia do Hospital de Montenegro fez com que o município precisasse reorganizar a sua dinâmica de atendimentos desde a sexta-feira (6). A entidade é privada, mas possui convênio com o governo do Estado para atender a população por meio do SUS.
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Foto: Arquivo/GES
Conforme comunicado divulgado pela prefeitura, a suspensão teria ocorrido devido à falta de obstetras e pediatras para compor a equipe de plantão. A secretária municipal de Saúde, Andreia Coitinho da Costa, informa que a pasta reforçou sua equipe e está disponibilizando pronto atendimento 24 horas às gestantes devido à mudança.
Segundo Andreia, a região tem aproximadamente 300 gestantes em atendimento pré-natal durante este ano. Destas, 40 pacientes estão com 32 semanas ou mais de gestação e 15 pacientes estão com a data do parto se aproximando.
“Todo o Vale do Caí era referenciado para o hospital, então entramos logo em contato com o Estado para elaborar um plano de contingência. Além disso, reforçamos a nossa equipe de atendimento com a contratação de mais um obstetra para que o turno da noite possa ter três médicos em atendimento, assim como no dia”, afirma.
“E contratamos uma empresa que faz o transporte das gestantes até os hospitais de referência em caso de necessidade. Nela, tem uma técnica em enfermagem obstétrica e, se for preciso, o médico vai junto também. Durante a gestação, elas devem fazer acompanhamento com a Secretaria Municipal de Saúde”, continua.
Estado explica dinâmica de atendimentos durante a suspensão
Procurado, o governo do Estado explicou, por meio de nota, que a Coordenação Regional de Saúde (CRS) estruturou um plano específico para suprir temporariamente a assistência.
“As gestantes serão acolhidas no hospital do seu município para avaliação e classificação de risco e encaminhadas para o Hospital de Sapucaia. Os casos que chegarem ao HM serão avaliados e triados, após encaminhados conforme fluxo da contingência”, descreve.
De acordo com o Estado, cidades que não possuem hospital ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA/PA), devem encaminhar para a CO do Hospital de Sapucaia do Sul, assim como partos de risco habitual.
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Já os partos de alto risco devem seguir o que já era preconizado, com encaminhamentos para Canoas.
O Estado reforça que casos de urgência e emergência continuam sendo atendidos no Hospital de Montenegro. “Em relação ao atendimento de gestantes na emergência de Montenegro, a porta de entrada do hospital continua funcionando para urgências e emergências. Isso significa que, se uma gestante chegar em trabalho de parto avançado, ela será atendida no próprio hospital, de acordo com avaliação médica pertinente.”
A direção do hospital também foi procurada para comentar sobre a possibilidade de novas contratações para o retorno após esses 15 dias e informou que poderia se manifestar nesta quinta-feira (12).