A contagem regressiva para um dos eventos mais queridos da comunidade de Canela encerra nesta sexta-feira, dia 17: é o início da Festa Colonial, que resgata as tradições do interior e leva à área central o melhor da cultura, gastronomia e diversão direto das produções rurais.
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Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
Além dos fornos coloniais, já conhecidos dos moradores e visitantes, comandados pelas famílias Chaulet e Schillreff, o público encontrará na 32ª edição 12 tendas familiares, com pastéis, bolinhos recheados, massas caseiras, risotos e muitas outras opções gastronômicas. Já os espaços das dez agroindústrias participantes contarão com uma grande variedade de doces de leite, geleias, queijos, bebidas e outros produtos da agricultura familiar.
Música e artesanato
O primeiro dia da Festa Colonial terá uma programação intensa, que começa pela manhã com a Feira de Artesanato. O espaço reunirá peças produzidas por artesãos locais credenciados por meio de edital da Prefeitura de Canela, além dos expositores que atuam nas casinhas coloridas da Associação Canelense. O atendimento inicia às 10 e segue até as 22 horas.
A partir das 11 horas, quem passar pela Praça João Corrêa poderá acompanhar a Blasmusik, um cortejo musical inspirado nas tradicionais bandinhas alemãs. Já às 17h30, o grupo canelense de música gaúcha O Retruco sobe ao multipalco para aquecer o público antes do show de Os Serranos, marcado para 20 horas. Antes, às 18h30, tem a abertura oficial da programação.
Marias estreiam com inspiração alemã e luxemburguesa
Uma empresa familiar chamada Quinta de Marias fará sua estreia – em todos os sentidos. Além de ser a primeira vez da marca no evento, será o início da história do empreendimento, que nasceu por meio de um sítio familiar, localizado no Morro Calçado. “Temos essa propriedade há mais de 20 anos e a ideia inicial era ser um espaço para cursos dentro dessa proposta rural. Com o tempo, o propósito foi mudando. Na pandemia, fomos morar la e ficamos até hoje”, conta Maria Cristina Wiltgen da Silva.
“A ideia de participarmos da Festa Colonial já vinha há algum tempo. E este ano resolvemos tentar. E o objetivo era levar coisas diferentes, trazer o resgate da cultura alemã, que vem muito do meu irmão, que já faleceu. E nesse meio tempo, descobrimos nossa cidadania luxemburguesa. Tudo veio se somando”, pontua.
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Assim, nasceu a ideia de trazer a torta de maçã, receita inspirada no país, além do cuca búrguer: um hambúrguer feito com pão, que, na verdade, é uma cuca, a carne bovina ou suína, abacaxi caramelizado, bacon e salada. “Todos os ingredientes são de produtores locais e a cuca específica para o burguer é feito pela minha vizinha”, acentua.

Foto: Shift Estratégico/Divulgação
Outros produtos que serão levados serão o bretzel. “Um pãozinho, em formato de braços que remetem aos anos 1600, servido por monges às crianças que faziam as orações direitinho, por isso o formato. Ele será servido com mostarda”, diz Maria. Ainda, terá oferta de picado alemão, com rabanete, salsicha bock, pepino, cuca, entre mais opções. Os valores variam entre R$ 15 (torta), R$ 28 (bretzel), R$ 38 (picadão) e R$ 40 (cuca búrguer).
Ela diz que ficou surpresa com a receptividade da comunidade com o cuca búrguer – e a ideia é vender, pelo menos 1 mil unidades. Um vídeo postado nas redes sociais alcançou em cerca de 10 dias mais de 20 mil visualizações.
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Apesar da primeira vez do lado de dentro do balcão, Maria Cristina possui uma relação estreita, de anos, com a Festa Colonial. Além de trabalhar na Apae Canela e levar os grupos de DTG, teatro e dança, ela é atriz, participando do espetáculo Retratos, da diretora Carla Reis. “Para mim, a Festa Colonial é muito mais. Sou natural daqui, tenho essa relação com Canela especial”, afirma.
Sobre as expectativas, revela estar “entusiasmada e com receio”. “Queremos fazer o melhor, queremos dar a melhor atenção, ofertar produtos gostosos. Então estamos num esforço coletivo, desde o marketing, até o chapista. Estamos todos buscando ofertar o melhor possível”, revela.
A proposta da marca não é ter, nesse primeiro momento, um lugar fixo, mas sim, participar de eventos, tanto públicos, como privados. “Participamos desse ano no parque Tomasini da Feipet, mas ainda estávamos montando nossa ideia, a marca. E acredito que a partir daquela experiência, encontramos o nosso formato. E a ideia é participar de feiras, eventos. Mas nada impede que se evoluir, não estamos fechados para nada”, coloca.
Uma abertura temporária do sítio ao público também é estudada, com programações especiais, como o Dia do Cuca Búrguer.