Quase um mês após o surto de gripe aviária ser considerado contido em ambientes comerciais do País, o foco da doença no Parque Zoológico de Sapucaia do Sul foi encerrado nesta terça-feira (8). A desinterdição do espaço ocorre porque o local ficou 14 dias sem registro de mortes de aves silvestres por gripe aviária – período correspondente ao tempo de incubação da doença.
O foco do Zoológico havia sido identificado no dia 16 de maio, há cerca de dois meses — quando já estava fechado de forma preventiva há dois dias. Desde essa data, o local esteve fechado ao público e operou com restrições à movimentações de aves. No total, 168 aves silvestres de 11 espécies morreram devido à doença.

Foto: Reprodução/Facebook Zoológico de Sapucaia do Sul
Conforme material divulgado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), o Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), não recebeu notificações de novos óbitos de aves no local e comunicou a situação ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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A Sema informa ainda que foram registrados apenas cinco mortes relacionados à influenza aviária (todos antes do dia 24 de junho), indicando um cenário controlado no zoológico. Segundo a diretora do DDA, Rosane Collares, os dados técnicos embasam a decisão de desinterdição e garantem que a retomada da circulação de aves ocorre de forma segura.
Restrição era mantida para preservação das espécies
Segundo a diretora de Biodiversidade da instituição, Cátia Viviane Gonçalves explica que a restrição foi mantida no local até o encerramento do foco porque, diferentemente de uma granja comercial, o trabalho em um zoológico exige um cuidado maior com a preservação das espécies.
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“O manejo envolve múltiplas espécies silvestres e exóticas, com diferentes níveis de susceptibilidade à doença, além de cuidados veterinários especializados e rotinas adaptadas à realidade de um ambiente de conservação. A partir da confirmação do encerramento do foco por meio da vistoria, a equipe do parque irá realizar as manutenções dos espaços para receber o público.”
Curiosamente, nos últimos cinco anos, esta foi a terceira vez que o Zoo teve que fechar ao público por um longo tempo. Na pandemia da Covid-19, em 2020, o parque fechou em 17 de março e só reabriu (com algumas regras restritivas) em 26 de novembro daquele ano. Já, no ano passado, devido às cheias na região, ele fechou no dia 3 de maio e reabriu em 4 de junho.
Reabertura no dia 31 de julho
De acordo com a Sema, o Zoológico reabrirá no dia 31 de julho, com isenção de ingressos para os visitantes. A titular da pasta, Marjorie Kauffmann, ressalta que a decisão foi tomada com cautela.
“A retomada das visitas será possível pelo rigor com que cumprimos todos os protocolos sanitários estabelecidos pelo Serviço Veterinário Oficial e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A reabertura foi cuidadosamente avaliada, sempre priorizando a segurança dos animais, dos visitantes e dos servidores.”
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Até a desinterdição desta terça (8), o acesso esteve restrito às equipes técnicas, com uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), barreiras sanitárias e rotinas rigorosas de desinfecção.
Atualmente o zoológico abriga mais de mil animais de cerca de 130 espécies silvestres e domésticas – entre répteis, aves e mamíferos.