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PEDÁGIOS

FREE FLOW: promessa de ampliar número de pórticos fica sem previsão após fim de período experimental

Fiergs passa a apoiar discussão sobre redistribuição da cobrança no Vale do Caí, enquanto Estado afirma que não há estudos nem cronograma para novos pontos.

Dário Gonçalves
Publicado em: 14/07/2026 às 07h:00
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A instalação de novos pórticos de pedágio eletrônico nas rodovias do Vale do Caí passou a integrar oficialmente a pauta de atuação da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). A reivindicação foi aprovada como uma das prioridades da entidade para 2026 durante a reunião da Rota Fiergs, realizada no final do mês passado, em Montenegro.

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Pontos free flow seguem causando polêmica | abc+



Pontos free flow seguem causando polêmica

Foto: Arquivo/GES

A proposta surgiu a partir da demanda de lideranças empresariais, sindicais e representantes do poder público da região, que defendem uma redistribuição da cobrança do sistema free flow nas rodovias concedidas à Caminhos da Serra Gaúcha (CSG). O argumento é que a concentração das tarifas em poucos pontos acaba elevando o custo para quem circula pelo Vale do Caí, especialmente moradores, trabalhadores e empresas.

Atualmente, o Bloco 3 conta com dois pórticos na área de abrangência do Vale do Caí: um na RS-240, em Capela de Santana, onde a tarifa é de R$ 9,70, e outro na RS-122, em São Sebastião do Caí, com cobrança de R$ 13,30. Ambos operam nos dois sentidos. As demais estruturas do sistema estão localizadas em Farroupilha, Carlos Barbosa, Ipê e Antônio Prado.

A ideia defendida pelas lideranças é que a implantação de novos pórticos permita um maior fracionamento da cobrança, distribuindo o valor do pedágio conforme o trecho efetivamente percorrido pelos motoristas — modelo que chamam de “justiça tarifária”.

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Primeiro passo será analisar o contrato

Segundo a FIERGS, a aprovação da pauta representa o início de um trabalho de articulação. Antes de definir uma estratégia, a entidade pretende analisar o contrato de concessão e verificar, junto à CSG, quais mecanismos estão previstos para uma eventual ampliação do número de pórticos. Somente após essa avaliação será elaborado um plano de ação para defender a proposta.

A Federação afirma que o objetivo das indústrias da região é reduzir os custos com pedágio por meio de um maior fracionamento dos trechos tarifados. Ao mesmo tempo, ressalta que não considera a existência de pedágios um fator que, por si só, prejudique a competitividade das empresas, destacando que rodovias em boas condições são essenciais para o desenvolvimento econômico.

CSG remete assunto ao Estado

A CSG informou que concluiu o período de sandbox experimental da tecnologia free flow em dezembro de 2025 e que, em março deste ano, entregou ao poder concedente (Estado) os estudos obrigatórios referentes à fase de testes.

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Segundo a concessionária, informações sobre o conteúdo desses estudos devem ser obtidas junto ao governo do Estado. A empresa não respondeu se os documentos apontam a necessidade de instalação de novos pórticos nem se existe planejamento para ampliar a distribuição das cobranças ao longo da concessão.

Estado descarta mudanças no momento

Quando apresentou o sistema free flow, em 2023, o governo estadual afirmava que os seis pórticos previstos para o Bloco 3 representavam a primeira etapa da implantação. Na ocasião, o então secretário de Parcerias e Concessões, Pedro Capeluppi, afirmou que o “próximo passo” seria ampliar o número de pórticos para reduzir o valor cobrado em cada ponto e tornar a tarifa proporcional ao trecho efetivamente percorrido. Isso estava previsto para ocorrer em dois anos.

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Na época, a previsão divulgada era de que essa evolução do modelo ocorreria após o período experimental (sandbox), cuja conclusão ocorreu em dezembro de 2025. Em março deste ano, a CSG informou ter entregue ao Estado os estudos obrigatórios da fase de testes. Agora, entretanto, a Secretaria da Reconstrução Gaúcha afirma que não há previsão, cronograma ou estudos para instalação de novos pórticos.

O sistema de free flow foi implantado antes das enchentes históricas de 2024. Desde então, a concessionária passou a concentrar parte significativa de seus investimentos em obras de reconstrução da malha rodoviária atingida pelos eventos climáticos.

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