O estoque de telhas obtido pela Defesa Civil de Parobé junto a madeireiras da região se esgotou na manhã deste domingo (11), por volta das 10 horas, após a passagem de uma forte chuva de granizo que atingiu o município na tarde da última sexta-feira. Segundo o órgão, as pedras chegaram a atingir o tamanho de laranjas e limões, especialmente na região sul da cidade, provocando danos significativos em residências de diversos bairros.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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Moradores de diferentes pontos do município procuraram a Defesa Civil em busca de ajuda para consertar os telhados depois que tiveram as casas parcialmente destelhadas ou danificadas pela força do vento e pelo impacto das pedras. De acordo com o órgão, mais de 1.200 telhas foram distribuídas, principalmente entre o sábado e a manhã deste domingo, além de cerca de 200 metros de lona entregues às famílias atingidas.
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O agente da Defesa Civil de Parobé, Douglas Peixoto, explica que os atendimentos começaram ainda durante o temporal. “A partir de sexta-feira, quando fomos comunicados do temporal, começaram a chegar os chamados pelo telefone da Defesa Civil. De imediato, iniciamos a distribuição de lonas, que era o material que tínhamos em plantão naquele momento, e seguimos com esse trabalho até a madrugada”, relatou.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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No sábado pela manhã, segundo ele, a situação passou a ganhar proporções maiores. “Percebemos que o número de residências atingidas era maior do que o inicialmente previsto. Em conversa com o prefeito, conseguimos parcerias para obter telhas. Ao todo, foram mais de mil telhas no sábado e cerca de 200 para este domingo, mas todo o material se esgotou rapidamente”, afirma.
Conforme Peixoto, novas medidas estão sendo avaliadas junto ao Executivo municipal para buscar alternativas de atendimento às famílias que ainda não conseguiram o material necessário.
Bairro Jardim foi o mais atingido pela passagem do temporal de granizo
Ainda conforme a Defesa Civil, a estimativa inicial é de que cerca de 50 residências tenham sido atingidas, número que pode aumentar à medida que o levantamento for concluído. O granizo formou um verdadeiro corredor de destruição, atingindo bairros como Nova Parobé, Guarani, Muck, Jardim, Esperança, Cardoso, Fazenda Martins e Alexandria.
“Na região norte da cidade, as pedras eram menores, mas da metade para o sul, especialmente no bairro Jardim, os relatos são de pedras do tamanho de laranjas, bergamotas e limões, o que acabou causando estragos muito maiores”, explica.
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No bairro Jardim, um dos mais afetados, a moradora Adriana Borba da Silva, de 37 anos, descreveu o episódio como uma tragédia. Parte do telhado de sua casa ficou completamente destruído, obrigando a família a recorrer a uma lona colocada ainda na sexta-feira para evitar que a água continuasse entrando no imóvel. Mesmo assim, ela perdeu móveis e teve danos no forro da casa.
“Foi tipo uma tragédia. Um susto. Tenho 37 anos e nunca tinha visto uma coisa desse jeito”, conta. Adriana relata que o granizo danificou praticamente todos os cômodos. “Atingiu os quartos, o banheiro, a cozinha, a sala. Tive que jogar o sofá fora, porque molhou tudo. Agora está cheio de goteiras, com potes espalhados pela casa”, disse. Ela pretende procurar a prefeitura nesta segunda-feira (12) em busca de auxílio. “Agora a gente não tem condições de comprar telha”, completa.
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Também morador do bairro Jardim, Cleiton Belte, 36, esteve neste domingo na sede da Secretaria de Obras tentando obter as últimas telhas disponíveis. Ele conta que o temporal durou poucos minutos, mas foi suficiente para causar estragos e desespero dentro de casa.
“Foram uns cinco minutos, mais ou menos. Foi o suficiente para quebrar várias telhas. A esposa e a filha ficaram apavoradas”, relembra. Segundo ele, cerca de 12 telhas foram danificadas. “Agora vamos ter que subir no telhado e trocar. O susto foi grande, mas graças a Deus passou”, afirma.
Já a moradora Elisiane Silva, 48, relata que o telhado de sua casa já apresentava problemas de um temporal anterior, e que a chuva de granizo da última sexta-feira agravou ainda mais a situação. “O vento estava bem forte, junto com as pedras, e acabou destruindo mais telhas. Algumas já estavam rachadas e, com essa chuva, terminaram de quebrar”, conta. Apesar dos danos, ela afirma que não chegou a perder móveis. “Entrou muita água, mas ainda bem que móveis eu não perdi”, disse.
A Defesa Civil segue monitorando a situação e orienta moradores que ainda não registraram ocorrência a entrarem em contato com o órgão. Enquanto isso, a prefeitura busca alternativas para tentar reforçar o estoque de telhas e ampliar o atendimento às famílias afetadas pelo temporal.