Uma dança feminina, que mescla elementos culturais, valoriza a expressão, a energia e conexão com a música. O balanço da saia, a flor no cabelo e o uso do lenço trabalham passos em sequências que envolvem todo o corpo. Estamos falando da dança cigana, uma modalidade pouco conhecida na região, mas que tem adeptas apaixonadas pelo estilo.
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Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
E o amor é tanto que um grupo de mulheres de Canela foi selecionado para um dos maiores concursos do País, que ocorrerá em outubro, em Santa Catarina. São as alunas da Academia Neusa Martinotto, da professora Melissa Rossi, que já ensina para mulheres de 16 a 70 anos desde 2010.
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Desmistificando
Apesar de muitas pessoas ligarem o estilo com religiões e cultos, a professora desmistifica “A dança cigana é bem feminina, trabalhamos a vertente artística, não tem ligação com religião, cultura, trabalhamos a dança mesmo, por meio de coreografias”, conta.
“É uma dança que deixa as mulheres mais empoderadas, deixa elas mais fortes, femininas, a questão de se arrumar, trabalha a vaidade. E são mulheres que trabalham o dia todo, têm filho, a casa para cuidar. É uma forma de se desconectar do resto”, complementa Melissa.
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Concursos
Aos poucos, o grupo vem participando de competições pelo Estado. “Já trouxemos bastante medalhas. Isso trouxe inclusive a necessidade de ter aulas separadas apenas para o grupo competitivo”, coloca. Atualmente, a academia tem opção de aulas nas segundas (fora de competição), nas terças (para o grupo) e na quarta (para iniciantes).
No Coletivo Dança Cigana Brasil, em Novo Hamburgo, todas as cinco coreografias foram premiadas. “A partir daí surgiu a vontade de seguir adiante e nos inscrevemos num concurso em Sombrio (SC), eram 168 inscritos e selecionaram 70 grupos através de vídeos. E uma das nossas foi selecionada”, revela Melissa.
Ajuda ao grupo
A competição Sombrio em Dança será no dia 19 de outubro. Para a viagem, o grupo está aceitando ajuda da comunidade com patrocínios ou auxílio financeiro, para locação de transporte, alimentação e ajuda com figurinos. “Sabemos que a dança nem sempre é valorizada, mas o pessoal da região sempre é muito bom conosco”, reitera a professora.
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Quem quiser ajudar, pode entrar em contato pelo telefone e WhatsApp (54) 9 9969-8102 e falar com Rubia.
Mãe e filha se conectam em aula
Rubia Buske e Laura Rech, de 49 a 16 anos, são mãe e filha e integram o grupo competitivo. As duas já ganharam medalhas, com uma coreografia conjunta. “Estou há 14 anos e a Laura começou com 4 aninhos”, conta Rubia. “Eu gosto muito de dançar, é uma forma de eu me expressar, acredito que levarei para a vida”, completa a filha.

Foto: Fernanda Fauth/GES-Especial
“Comecei como uma forma de fazer exercício físico, de me encontrar com outras pessoas, era nova na cidade. E aí ficou mais intenso, na diversão entrou superação, competição, e vamos para ganhar medalhas, coisas que não esperamos, pois os mais novos têm expectativa, mas na minha idade ter essas possibilidades é diferente”, pontua a matriarca.
A liberdade dos movimentos é destacada por Rubia. “A dança cigana tem bastante quadril, e tem muitas inspirações, mas nossa linha é livre, sem ter muito o compromisso em estar adequada a um gênero de música.” Para Laura, que também faz balé, a saia e a forma de uso chamam atenção. “Dá uma grande presença de palco”, frisa. Para as duas, é um momento de conexão: “a dança nos une”, finaliza a mãe.