Após professores da rede municipal de Capela de Santana protestarem contra o projeto de alteração no plano de carreira, proposto pela Prefeitura e que está em avaliação na Câmara de Vereadores, o Executivo capelense divulgou cards explicando itens da nova lei apresentada.
Entre eles, está a afirmação de que “não há redução do ganho por classe”. Segundo o descrito nas imagens, “a distância entre elas diminui porque o salário inicial de cada nível aumenta e o valor passa a ser calculado sobre ele e não sobre o menor salário da carreira, hoje R$ 2.111. Todos os professores têm aumento nos seus salários, aumentos que vão de R$ 94 a R$ 566”.
FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP E RECEBA MAIS NOTÍCIAS

Foto: Divulgação
Secretário de Educação diz que projeto não traz perdas
À reportagem, o secretário de Educação e Cultura de Capela de Santana, João Leomar de Almeida, afirmou que o projeto não trará perdas para os professores. “Pelo contrário, haverá ganhos”.
Ele disse que há oposição ao governo municipal na Câmara de Vereadores e que parte dos docentes é contrário ao projeto, mas outros têm procurado a prefeitura e querem a aprovação da lei. Almeida também ponderou que as pessoas contrárias à lei não apontam quais os problemas dela. “Entraram num entendimento de que eles terão perdas, mas não conseguem nos provar que perdas são essas”.
LEIA TAMBÉM: Prefeituras da região terão pontos facultativos no fim de ano; confira os serviços em funcionamento
Carga horária
Uma das reclamações seria sobre o aumento da carga horária semanal. “Hoje a nossa carga horária é de 22 horas semanais. Estamos propondo para 24 horas, porém, com a devida compensação por essas duas horas a mais”, disse o secretário.
Segundo ele, uma possível não aprovação do proposto pelo Executivo, refletiria em uma necessidade de maior número de matrículas na folha do Município. “Nós temos em torno de 150 matrículas em sala de ala. Com essas duas horas a mais por sala de aula, seriam 300 horas. Se eu não puder contar com essas duas horas a mais por sala de aula, teria que nomear mais de 15 a 20 professores”, projetou, lembrando que o número é uma previsão e pode mudar de acordo com a demanda de alunos, que normalmente aumenta no início do ano letivo.
O projeto foi retirado da pauta de votação da sessão desta terça-feira (23) da Câmara de Vereadores. Na tarde da próxima segunda-feira (29), representantes da categoria e do Executivo devem se reunir para tratar sobre o assunto, que pode ir à votação na Câmara ainda na terça (30).