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REFLEXOS DA ENCHENTE

Posto de saúde fechado há dois anos devido a enchente tem reforma iniciada em Novo Hamburgo

Secretaria de Saúde estima aumento de cerca de 20% na capacidade de atendimento assim que posto de saúde voltar a funcionar

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 18/04/2026 às 16h:14 Última atualização: 18/04/2026 às 16h:29
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Dois anos após a enchente de maio de 2024, o prédio da USF Palmeira, que fica no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo, ainda carrega as marcas depois de ficar dias e mais dias debaixo d’água.

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Agora, começa um novo capítulo dessa história, com a assinatura da ordem de início da obra de reforma que promete entregar um posto de saúde praticamente novo aos moradores.

Marcas de enchente de dois anos ainda estão visiveis na USF Palmeira: pintura descascada, grades e aberturas enferrujadas e bastante sujeira | abc+



Marcas de enchente de dois anos ainda estão visiveis na USF Palmeira: pintura descascada, grades e aberturas enferrujadas e bastante sujeira

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

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Na prática, apenas a estrutura principal do prédio será mantida. Todo o restante será refeito. A empreiteira vencedora da licitação iniciou na sexta-feira (17) as intervenções. Moradores do entorno relataram, neste sábado (18), que uma equipe com cerca de 15 pessoas esteve no local realizando a roçada do mato, que havia tomado conta do terreno, e retirada de entulhos que estavam no entorno do prédio.

Na sequência, começa o processo de limpeza completa da edificação, incluindo a remoção do telhado antigo, calhas, dutos e equipamentos de ar-condicionado. Grades, portas, janelas, divisórias e paredes de gesso também serão retiradas.

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Partes comprometidas pela umidade, como reboco, azulejos e o piso, serão integralmente substituídas. A rede elétrica será refeita do zero, assim como haverá intervenção no sistema de esgoto, com uso de hidrojateamento e sucção de resíduos.

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Os custos refletem a dimensão da obra. Somente com esquadrias, o investimento previsto é de R$ 254 mil. O revestimento deve consumir cerca de R$ 149 mil, enquanto a troca do piso está orçada em R$ 110 mil. Já a substituição do telhado representa um custo de aproximadamente R$ 115 mil. No total, o investimento chega a R$ 1.239.500,00, com recursos provenientes do Ministério da Saúde.

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Além da estrutura física, também estão previstos novos equipamentos e mobiliário, como macas, cadeiras, mesas, estetoscópios, aparelhos de aferição de pressão e novos condicionadores de ar. Não haverá ampliação do prédio, mas a reforma completa deve garantir melhores condições de atendimento. A expectativa da Prefeitura é de que a obra seja concluída em quatro meses, com prazo estimado até o início de agosto.

Reforma deve garantir aumento de 20% na capacidade de atendimento

Desde dezembro de 2024, os atendimentos da USF Palmeira foram transferidos para um endereço provisório, junto ao Programa Nutrir, também no bairro Santo Afonso. Atualmente, a unidade realiza, em média, 217 atendimentos por dia, incluindo consultas médicas, serviços de enfermagem, vacinação e farmácia. Com a reabertura no prédio original, a Secretaria de Saúde estima um aumento de cerca de 20% na capacidade de atendimento.

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“A reforma tem como objetivo restabelecer plenamente a estrutura da unidade, garantindo melhores condições de atendimento à população da região, diretamente impactada pelos danos causados pelo evento climático”, afirma a secretária Betina Espindula.

O caminho até o início das obras, no entanto, não foi simples. Este é o terceiro processo licitatório realizado pela Prefeitura. Em uma tentativa anterior, ainda em 2024, o contrato chegou a ser assinado, mas a empresa vencedora condicionou o início dos trabalhos à aprovação de aditivos. Diante do impasse, o contrato foi rescindido. Em outro processo, não houve empresas habilitadas.

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Com o início da reforma, moradores da Vila Palmeira já demonstram alívio com a notícia. A diarista Teresinha Motta, de 57 anos, que vive há duas décadas no bairro, relata as dificuldades enfrentadas desde o fechamento da unidade.

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“Era muito bom ter atendimento aqui pertinho. Depois da enchente, ficou mais difícil. A gente teve que ir pra outro lugar, mas lá é complicado, tem que ir de madrugada para conseguir atendimento. Às vezes dá até conflito. Agora, com essa notícia, já traz uma alegria. Tava na hora, demorou”, afirma.



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A aposentada Aurora dos Santos, 59, também comemora. Ela havia se mudado para a Vila Palmeira poucos meses antes da enchente e chegou a utilizar os serviços da unidade.

“Mesmo com pouco tempo aqui, eu fui muito bem atendida quando precisei. Depois que fechou, ficou bem mais difícil. A gente tem que sair cedo, enfrentar fila, ir longe. Faz muita falta o nosso na Vila Palmeira. Agora, com essa reforma, dá esperança de que tudo voltará ao normal e melhor. A comunidade merece, é muita gente que precisa”, destaca.

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