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FIM DO MISTÉRIO

Lobisomem no RS? Veja o que diz a polícia sobre suposta prisão de homem vestido de cachorro na região

Relatos nas redes sociais apontam que ocorrência aconteceu na noite deste domingo (25)

Publicado em: 26/01/2026 às 18h:52
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Relatos da população e informações divulgadas em sites apontaram que um homem teria sido preso em Guaíba, na noite de domingo (25), após circular fantasiado de cachorro e se identificar como lobisomem. No entanto, conforme as autoridades, a informação é falsa.

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É falsa a informação de que um homem teria sido preso após se passar por lobisomem em Guaíba | abc+



É falsa a informação de que um homem teria sido preso após se passar por lobisomem em Guaíba

Foto: Arquivo/GES

Segundo moradores, o suspeito estaria assustando crianças e idosos ao pular muros e portões de residências, além de emitir uivos durante a madrugada. As ações ocorriam, conforme os relatos, entre às 23 e 3 horas.

A história também ganhou repercussão na mídia. Entretanto, não há registros oficiais que confirmem qualquer ocorrência relacionada ao caso, nem mesmo de abordagem policial envolvendo alguém fantasiado.

A Delegacia de Polícia Civil de Guaíba negou que tenha ocorrido qualquer tipo de ocorrência do gênero. O 31° Batalhão da Brigada Militar, responsável pelo município, também afirmou que não houve registro ou intervenção policial ligada ao suposto lobisomem.

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Em Sentinela do Sul, polícia foi realmente chamada

Se em Guaíba tudo foi falso, em Sentinela do Sul, pelo menos a ocorrência aconteceu, conforme matéria de ABCmais assinada pela repórter Milena Braga. Por lá, na última sexta-feira (23), a Brigada Militar foi chamada para atender uma moradora que pediu ajuda, pois acreditava que havia alguém tentando invadir a casa, forçando a porta.

Na data, os policiais militares vasculharam o local, mas não encontraram qualquer invasor ou indícios de que havia perigo. Ao perguntarem como ele seria fisicamente, a mulher se limitou a afirmar que não se tratava de um humano, mas sim de um lobisomem que estaria atormentando a família há anos.

Assim, não encontrando alguém, “seja ele humano ou licantropo”, os policiais foram embora do local, conforme o boletim de ocorrência enviado ao g1. Ainda no momento do ocorrido, ela estaria acompanhada do filho, que é cego, e que teria confirmado se tratar de um lobisomem.

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Ainda segundo a ocorrência, os oficiais afirmaram que “em caso de nova ocorrência podem acionar a guarnição novamente, mas como não dispomos do lendário caçador de monstros Van Helsing, pouco poderíamos fazer além da averiguação”, segundo o portal.

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Em nota, o Comando Regional de Polícia Militar do centro-sul afirmou que o boletim de ocorrência feito no dia continha “expressões não condizentes com os valores e a ética policiais-militares previstos na Lei Complementar nº 10.990/97”.

O caso agora é analisado disciplinarmente por conta das “expressões não condizentes com a ética policial militar” e por exporem as pessoas sem qualquer necessidade.

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Leia a nota do Comando Regional de Polícia Militar do centro-sul na íntegra:

“O Comando Regional de Polícia Militar do Centro-Sul vem a público informar que a confecção de um Boletim de Ocorrência no município de Sentinela do Sul, no qual constaram expressões não condizentes com os valores e a ética policiais-militares previstos na Lei Complementar nº 10.990/97, está sendo apurada ainda na data de hoje, com o objetivo de aprofundar a análise das circunstâncias, identificar eventuais responsabilidades e adotar as medidas cabíveis.

A guarnição foi acionada por uma moradora que relatou uma possível tentativa de invasão de residência, solicitando atendimento com brevidade diante do risco percebido. No local, após averiguação, não foi constatada nenhuma situação de ameaça ou presença suspeita, sendo informado pelos solicitantes que o fato estaria relacionado a uma figura de caráter folclórico, sem indícios concretos de perigo. Diante disso, a ocorrência foi encerrada após orientação, permanecendo a possibilidade de novo acionamento em caso de situação real que demande intervenção policial.”

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