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EDUCAÇÃO

Região tem 24 escolas entre as 200 premiadas no Programa Alfabetiza Tchê; confira

Iniciativa reconhece instituições de ensino públicas com base nos índices de alfabetização

Publicado em: 19/05/2026 às 07h:00 Última atualização: 19/05/2026 às 07h:09
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Ao todo  24 escolas da área de abrangência do Grupo Sinos foram premiadas no Programa Alfabetiza Tchê, iniciativa do governo do Estado que reconhece as 200 escolas estaduais e municipais que obtiveram os melhores indicadores de alfabetização no último ano. A distinção foi concedida no final do último mês.

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Em Montenegro foram três instituições reconhecidas; em Gramado, Harmonia, Nova Santa Rita, Taquara e Tramandaí, duas; e nos municípios de Brochier, Igrejinha, Ivoti, Morro Reuter, Nova Petrópolis, Novo Hamburgo, Pareci Novo, Riozinho, São Francisco de Paula, Sapiranga e Tupandi, uma.

O programa atua em regime de colaboração entre o Estado e os 497 municípios gaúchos, dessa forma, inclui as mais de 7 mil instituições de ensino públicas do Rio Grande do Sul. De acordo com a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), os objetivos são assegurar a alfabetização das crianças da rede pública até o 2° ano do ensino fundamental e a recomposição de aprendizagens nos anos iniciais.

Castelo Branco, de Novo Hamburgo, entre os destaques | abc+



Castelo Branco, de Novo Hamburgo, entre os destaques

Foto: Paola Altneter/GES-Especial

O público-alvo são os estudantes da educação infantil e dos primeiros dois anos do ensino fundamental, tanto de escolas estaduais quanto de municipais. O programa opera de forma permanente, ou seja, ao longo de todo o ano letivo.

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Segundo a Seduc, as ações incluem formações continuadas para professores, acompanhamento e monitoramento de indicadores de alfabetização, pagamento de bolsas para os coordenadores, subcoordenadores do programa e para formadores regionais e municipais, confecção e distribuição de materiais didáticos complementares e avaliações de leituras.

Uma das ações ocorre por meio de um aplicativo no qual o professor grava o aluno lendo. Outra tarefa é a realização de atividades nos livros didáticos do programa.

“Os dados para a classificação das 200 escolas são coletados a partir dos resultados de avaliação de língua portuguesa, obtidos no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Rio Grande do Sul (Saers), com o cálculo do Índice de Qualidade de Alfabetização (IQAe)”, explica a Seduc.

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Incentivo financeiro

A premiação para as 200 escolas com os resultados mais promissores são valores em dinheiro entre R$ 40 mil e R$ 80 mil, informa a Seduc. Já as 200 instituições com os índices menos promissores recebem incentivo para melhoria, que varia entre R$ 20 mil e R$ 40 mil.

“Também existe a criação de uma rede de apoio, pois as escolas que se destacaram se comprometem, no período de um ano, a compartilhar experiências e ações pedagógicas com as escolas que ainda não alcançaram os índices de alfabetização desejados”, complementa a Seduc, em nota.

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Conforme a Seduc, o programa não institui ranking entre as escolas. “Todas as 200 com os melhores resultados são valorizadas igualmente”, pontua.

Luana e Carina celebram conquista da Castelo Branco | abc+



Luana e Carina celebram conquista da Castelo Branco

Foto: Paola Altneter/GES-Especial

Primeira instituição reconhecida em Novo Hamburgo

Em Novo Hamburgo, a Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Presidente Castelo Branco foi a primeira da cidade a conquistar o destaque.

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Coordenadora pedagógica, Luana Schmitt relata que uma das práticas da instituição há alguns anos é a aprendizagem colaborativa, que consiste no diálogo recorrente entre os profissionais de ensino para diagnosticar os principais desafios de cada turma e assim trabalharem esses temas com turmas menores para evitar as dificuldades no futuro.

A testagem de leitura também já era realizada antes do programa, conforme Luana.

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Outra metodologia utilizada, de acordo com a diretora Carina Kolling, é o estimulo à alfabetização e letramento desde a Educação Infantil, a partir dos 4 anos de idade.

“As crianças já começam a escrever o nome, identificar a primeira letra, conhecer o nome do colega, saber o que significa as placas da escola. Então, esse trabalho é uma construção coletiva que começa desde que as crianças chegam na escola”, conta.

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A diretora atribui o resultado principalmente à qualificação dos professores. “É um grupo que veste a camiseta, assume o compromisso, não deixa ninguém para trás, resgata os alunos, propõe atividades complementares, retoma com as famílias, e isso faz toda a diferença”, comenta Carina.

Investimentos são feitos direto nos colégios

A Secretaria Estadual da Educação ressalta que por meio do regime de colaboração entre os municípios, o Alfabetiza Tchê estabelece uma rede de cooperação, impulsionando a aprendizagem por meio de uma série de ações.

“O programa atua com investimentos diretos nas escolas. Os recursos são revertidos em laboratórios, equipamentos e materiais escolares para a alfabetização, por exemplo. Além disso, a comunidade escolar ganha com a valorização dos professores formadores e coordenadores, o que incentiva o papel pedagógico de liderança”, destaca.

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