O monitoramento do ar, que vem sendo feito em Esteio desde o final de março, com instalação de aparelho medidor móvel em alguns pontos da cidade, aponta que o poluente no município é o dióxido de enxofre (SO2). De acordo com os resultados das análises, este composto químico está presente nas medições da área urbana acima dos limites permitidos, impactando diretamente no Índice de Qualidade do Ar (IQA) do município.
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Foto: Djalma Correa Pacheco/Prefeitura de Esteio/Arquivo
Segundo a Prefeitura de Esteio, o balanço do período de março a agosto mostra que, entre todos os elementos monitorados, apenas o dióxido de enxofre apresentou resultados acima dos limites permitidos. Na prática, isso fez com que Esteio registrasse, de acordo com a localização do aparelho, predominantemente índices classificados entre “ruim” e “muito ruim”, raramente alcançando níveis “moderados” ou “bons”.
O dióxido de enxofre pode causar problemas como irritação no sistema respiratório, provocando tosse e falta de ar, irritação nos olhos, entre outros sintomas que podem afetar a saúde de quem convive com o agente poluidor.
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Origem
O SO2 pode ter diferentes origens, como a queima de combustíveis fósseis, processos industriais e tráfego de veículos automotores. Além de ser poluente atmosférico, o gás também é usado na indústria na fabricação de outros produtos. De acordo com a Prefeitura, não é possível, neste momento, apontar fontes específicas, mas os dados indicam que há a necessidade de planejar medidas sustentáveis para melhorar a qualidade do ar nos pontos pesquisados.
Até agora, foram feitas medições em cinco locais: na sede do Pró-Sinos junto ao Arroio Sapucaia, no bairro Liberdade (próximo ao limite com Canoas); no bairro Três Portos; dois pontos no Novo Esteio (próximos à BR116); e, na Guarda Municipal, no bairro Tamandaré.
Qualidade boa em área mais arborizada
Em setembro, com a instalação do aparelho no bairro Tamandaré, região mais arborizada e afastada da BR-116, foram registrados os primeiros dias seguidos com qualidade do ar classificada como “boa”.
A próxima etapa do monitoramento será ampliar os pontos de medição para outros bairros, como São José e Três Marias, a fim de mapear de forma mais ampla a influência do dióxido de enxofre e consolidar o diagnóstico ambiental de Esteio.
O equipamento, instalado primeiramente na sede do Pró-Sinos, avalia partículas em suspensão (PM10: com diâmetro aerodinâmico de 10 micrômetros ou menos, incluindo poeira, pólen e mofo, fuligem que podem ser inaladas; e PM2,5: partículas ainda mais finas, com diâmetro de 2,5 micrômetros ou menos, que incluem fumaça e aerossóis, por exemplo), além de gases como monóxido de carbono, dióxido de enxofre (SO2), compostos orgânicos voláteis (VOC) e outros.
Esses parâmetros seguem a Resolução 506 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que define os índices oficiais de qualidade do ar.
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Coleta de dados é automática
O projeto para análise da qualidade do ar em Esteio é da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (SMDEMA) em parceria da JCTM Comércio e Tecnologia Ltda, empresa do grupo Acoem, organização com experiência de três décadas em monitoramento ambiental. Os dados são coletados automaticamente, via 4G, e analisados periodicamente por técnicos da SMDEMA, que receberam treinamento para operar o sistema, com suporte de profissionais da JCTM. Além da análise da presença de gás e particulados no ar esteiense, prevista no contrato inicial, é possível, também, fazer medições de temperatura e direção dos ventos.
A Prefeitura investiu R$ 172,8 mil no projeto por um trabalho de um ano, que poderá ser prorrogado. A JCTM/ Acoem foi selecionada em processo licitatório.