Jocemar Antunes de Almeida e Belisia de Fátima da Silva viraram réus por triplo homicídio em Esteio. Segundo a acusação, o casal é responsável pelas mortes de Kauany Martins Kosmalski, 18 anos, seu bebê, Miguel Martins Kosmalski, de 2 meses, e Ariel Silva da Rosa, 16, amigo da jovem.

Foto: Polícia Civil
A decisão, da juíza da 1ª Vara Criminal de Esteio, Magali Wickert de Oliveira, foi divulgada na sexta-feira (12) pelo Tribunal de Justiça. Ela aceitou, no dia 25 de agosto, a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
O casal responderá pelos crimes de feminicídio triplamente majorado, dois homicídios quadruplamente qualificados, ocultação de cadáver (três vezes) e corrupção de menores (duas vezes). Além disso, o homem também responderá por violação sexual mediante fraude.
O processo segue em andamento e aguarda a apresentação da resposta à acusação por parte das defesas dos réus.
Relembre o caso
Os crimes cometidos contra Kauany, Miguel e Ariel aconteceram no dia 20 de julho, mas vieram à tona somente dois dias depois, quando a tia da jovem procurou a Polícia.
Suposto pai de santo ou cacique conhecido na comunidade, Antunes foi preso como suspeito e revelou à Polícia onde estavam os cadáveres, escondidos em um bueiro na beira do Rio dos Sinos. Jocemar contou ainda que foi o responsável pelos assassinatos com a ajuda de dois adolescentes.
ENTRE NA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP
Na noite em que foi preso, moradores da área ameaçaram matar Belisia enquanto a filha do casal, de 4 anos, estava com a mãe na residência. Levada à DP de Canoas, ela acabou confessando participação nos crimes.
Conforme divulgado na época, o bebê era filho de Kauany com o suposto pai de santo. Por ciúmes, a mulher teria premeditado o assassinato com o companheiro e dois adolescentes que costumavam frequentar a casa. Rosa, no entanto, foi morto por ser testemunha do crime.
No resultado do inquérito, Belisia é apontada como autora do assassinato do bebê, que faleceu de traumatismo crânio encefálico e sufocamento. Kauany, por sua vez, levou 52 golpes de faca, e Rosa teve a garganta cortada.
A Polícia localizou ainda mensagens no celular Belisia que levantavam suspeitas sobre outros crimes.