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ABC NAS RUAS

Moradores do Vale do Sinos são alvo de investigação da PF sobre esquema milionário de contrabando

Esquema teria movimentado mais de R$ 92 milhões em menos de dois anos

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 23/06/2026 às 09h:31 Última atualização: 23/06/2026 às 09h:32
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Moradores do Vale do Sinos estão no centro de uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura a atuação de um grupo criminoso suspeito de contrabandear resíduos plásticos e sucatas de baterias da fronteira, especialmente do Uruguai. Segundo a PF, o esquema teria movimentado mais de R$ 92 milhões em menos de dois anos. [Assista ao vídeo abaixo]

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Nesta terça-feira (23), a Polícia Federal deflagrou a Operação Retorno Paralelo, com o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão em São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Esteio, além de Gravataí, Tramandaí, Santana do Livramento e Quaraí. A ação também incluiu o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados, por determinação da 11ª Vara Federal de Porto Alegre.

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Em São Leopoldo, um dos mandados foi cumprido em uma residência localizada na Rua Aroeira, quase na esquina com a Avenida Mauá, no bairro Santos Dumont. A movimentação chamou a atenção de moradores e motoristas que passavam pelo local. Quatro equipes da Polícia Federal, em quatro viaturas, participaram da ação no local, permanecendo por cerca de uma hora enquanto realizavam buscas no imóvel.

Já em Sapucaia do Sul, a operação resultou na prisão em flagrante de um homem. Conforme a Polícia Federal, os agentes encontraram sucatas de baterias sem as autorizações ambientais e aduaneiras exigidas, além de uma arma de fogo e munições.

Veja vídeo: 

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PF cumpre mandados no RS em investigação sobre resíduos plásticos e baterias

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Caminhão que transportava resíduos e sucatas deu início à investigação

As investigações começaram em abril do ano passado, após a apreensão de um caminhão que transportava resíduos plásticos e sucatas de baterias de origem estrangeira sem a documentação exigida pelos órgãos competentes. A partir da análise do caso, os investigadores identificaram um grupo que atuaria na importação irregular desses materiais por cidades fronteiriças.

De acordo com a Polícia Federal, as diligências apontaram uma estrutura organizada para a internalização e comercialização dos produtos no Estado, especialmente para empresas da região metropolitana que trabalham com metais.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de contrabando, manejo de produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana e ao meio ambiente, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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