A definição sobre o novo hospital de referência para obstetrícia no Vale do Caí pode ser informada nesta quinta-feira (30). A indicação ficou a cargo das cidades da Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (Amvarc) após o Hospital Montenegro ter deixado de ser beneficiado pelo Programa Assistir devido a períodos de suspensão nos atendimentos.
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Foto: Divulgação
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), os municípios da Amvarc tiveram apenas esta quarta-feira (29) para indicar uma referência, mas a oficialização pela secretaria tende a ocorrer nesta quinta. A associação é presidida pelo prefeito de Tupandi, Paulinho Ludwig, e vice-presidida pelo prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta.
Os atendimentos no Hospital Montenegro foram retomados na sexta-feira (27), no entanto, a SES afirma que os fechamentos entre 21 de março e 18 de agosto de 2025, e posteriormente entre 6 de fevereiro e 24 de abril de 2026, geraram mais de 200 dias de maternidade inoperante.
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A suspensão mais recente, segundo o município, teria sido devido à falta de profissionais para suprir a demanda. De acordo com a SES, o plano de contingência, reorganizando referências, causou um custo superior a R$ 2 milhões no período.
A prefeitura de Montenegro, mediante assessoria, afirma que, em reunião na manhã desta quarta, os 14 municípios fizeram suas indicações para hospitais de referência, além de organizarem um rateio para manter a obstetrícia do Hospital Montenegro em funcionamento para uma parcela dessas cidades.
Quatro cidades indicam hospitais de referência
A Prefeitura de Montenegro afirma que o combinado foi que quatro municípios não participarão do rateio, optando por encaminhar gestantes para outras cidades. Conforme o órgão, Barão e São Pedro da Serra devem encaminhar suas pacientes à Garibaldi.
Já Triunfo deve mandá-las para São Jerônimo, enquanto Capela de Santana utilizará a rede de Sapucaia do Sul. Por outro lado, dez municípios decidiram manter o apoio ao Hospital Montenegro: Montenegro, Pareci Novo, São Sebastião do Caí, Salvador do Sul, Harmonia, Tabaí, Tupandi, Brochier, Maratá e São José do Sul.
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A Prefeitura de Montenegro afirma que, para viabilizar a reabertura, as prefeituras que optaram por manter o atendimento irão dividir o valor restante necessário, estimado em R$ 265 mil mensais, pelo período de três meses, enquanto se busca outras fontes de custeio.
Segundo a Prefeitura de Montenegro, a divisão será proporcional à população de cada cidade, ao custo de R$ 2,13 por habitante. No caso de Montenegro, a contribuição mensal deve chegar a R$ 137 mil, esperando que, com a manutenção do serviço, os repasses do Programa Assistir não sejam cancelados.
Por meio de nota, o prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta, lamentou a situação e destacou o impacto financeiro para os municípios. “No caso específico da Obstetrícia, a participação do Estado e da União soma R$ 180 mil, enquanto os municípios terão de contribuir com um valor bem superior, de R$ 265 mil. É um recurso que fará muita falta em outras frentes”, afirmou.