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SAÚDE PÚBLICA

Municípios se reúnem para definir rumos da obstetrícia no Vale do Caí após transtornos no Hospital Montenegro

Estado havia definido prazo para cidades escolherem um novo hospital referência para a região

Publicado em: 30/04/2026 às 08h:24 Última atualização: 30/04/2026 às 08h:25
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A definição sobre o novo hospital de referência para obstetrícia no Vale do Caí pode ser informada nesta quinta-feira (30). A indicação ficou a cargo das cidades da Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (Amvarc) após o Hospital Montenegro ter deixado de ser beneficiado pelo Programa Assistir devido a períodos de suspensão nos atendimentos.

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Reunião debateu rumos do atendimento da obstetrícia no Hospital Montenegro e Vale do Caí | abc+



Reunião debateu rumos do atendimento da obstetrícia no Hospital Montenegro e Vale do Caí

Foto: Divulgação

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), os municípios da Amvarc tiveram apenas esta quarta-feira (29) para indicar uma referência, mas a oficialização pela secretaria tende a ocorrer nesta quinta. A associação é presidida pelo prefeito de Tupandi, Paulinho Ludwig, e vice-presidida pelo prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta.

Os atendimentos no Hospital Montenegro foram retomados na sexta-feira (27), no entanto, a SES afirma que os fechamentos entre 21 de março e 18 de agosto de 2025, e posteriormente entre 6 de fevereiro e 24 de abril de 2026, geraram mais de 200 dias de maternidade inoperante.

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A suspensão mais recente, segundo o município, teria sido devido à falta de profissionais para suprir a demanda. De acordo com a SES, o plano de contingência, reorganizando referências, causou um custo superior a R$ 2 milhões no período.

A prefeitura de Montenegro, mediante assessoria, afirma que, em reunião na manhã desta quarta, os 14 municípios fizeram suas indicações para hospitais de referência, além de organizarem um rateio para manter a obstetrícia do Hospital Montenegro em funcionamento para uma parcela dessas cidades.

Quatro cidades indicam hospitais de referência

A Prefeitura de Montenegro afirma que o combinado foi que quatro municípios não participarão do rateio, optando por encaminhar gestantes para outras cidades. Conforme o órgão, Barão e São Pedro da Serra devem encaminhar suas pacientes à Garibaldi.

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Já Triunfo deve mandá-las para São Jerônimo, enquanto Capela de Santana utilizará a rede de Sapucaia do Sul. Por outro lado, dez municípios decidiram manter o apoio ao Hospital Montenegro: Montenegro, Pareci Novo, São Sebastião do Caí, Salvador do Sul, Harmonia, Tabaí, Tupandi, Brochier, Maratá e São José do Sul.

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A Prefeitura de Montenegro afirma que, para viabilizar a reabertura, as prefeituras que optaram por manter o atendimento irão dividir o valor restante necessário, estimado em R$ 265 mil mensais, pelo período de três meses, enquanto se busca outras fontes de custeio.

Segundo a Prefeitura de Montenegro, a divisão será proporcional à população de cada cidade, ao custo de R$ 2,13 por habitante. No caso de Montenegro, a contribuição mensal deve chegar a R$ 137 mil, esperando que, com a manutenção do serviço, os repasses do Programa Assistir não sejam cancelados.

Por meio de nota, o prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta, lamentou a situação e destacou o impacto financeiro para os municípios. “No caso específico da Obstetrícia, a participação do Estado e da União soma R$ 180 mil, enquanto os municípios terão de contribuir com um valor bem superior, de R$ 265 mil. É um recurso que fará muita falta em outras frentes”, afirmou.

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