O Parque Municipal do Imigrante, em Sapiranga, amanheceu neste sábado (6) com um cheiro inconfundível: o da carne assando lentamente no fogo de chão e nas churrasqueiras espalhadas pelos 88 piquetes. É o começo do Acampamento Farroupilha, que até o dia 21 de setembro transforma a Cidade das Rosas no segundo maior reduto do tradicionalismo no Estado.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
E se a programação oficial reserva 33 shows, torneios e novidades como o palco Mulher Gaúcha, nos galpões a atração principal é uma só: o churrasco. Famílias inteiras chegaram cedo para garantir que, ao cair da noite, a mesa esteja farta de costelão, vazio, picanha e linguiça.
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“Estou fazendo o tradicional churrasco do gaúcho, com um vazio no fogo, escutando uma música boa e prestigiando o Acampamento. É o segundo ano que estamos aqui e convidamos a todos para participar”, contou Elezandro Gomes, do piquete Toko Tintas, enquanto girava a carne.
No piquete Garra do Potro, o cardápio também é robusto. “Estamos iniciando os trabalhos com costela de gado, picanha e um salsichãozinho para abrir o apetite. Agora é só esperar o pessoal se aprochegar para curtir a semana farroupilha”, disse Emilio Ferreira.
Pensando na janta
Outros grupos reforçam a mesma cena: fogo aceso desde a manhã, mesa rodeada de amigos e familiares, e carne para todos os gostos. “Chegamos às 9h, fizemos um mate bem cevado, depois uma caipirinha, e já taquei umas maminhas no fogo, salsichãozinho e tulipinha para as crianças. E ainda tem costelinha para logo mais”, relatou Dieison Rodrigues de Souza, do piquete do Nego Veio.
A noite promete ser de fartura, com vários piquetes preparando costelão para recepcionar a chegada da Chama Crioula, às 20h30. “Estamos assando para comemorar esse momento tão importante”, disse Lucas Canci, do Piquete da Harmonia. “Desde às 10h estamos cuidando de um costelão que vai ser servido na janta”, completou Mateus Felipe Moller, dos Herdeiros da Tradição. Já no Resistência Farrapa, o plano é ousado: “Estamos assando três costelão para hoje às 22h”, revelou João Luis dos Santos Tasso.
Com tanto preparo, fica claro que no Acampamento Farroupilha de Sapiranga a tradição não se sustenta apenas na música, nas danças ou na indumentária: ela começa pelo fogo aceso cedo e pela carne que reúne famílias e amigos em torno da mesa.