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ARTE ORIENTAL

Oficina de origami lota sala e aproxima visitantes da cultura japonesa na Feira da Colônia Japonesa

Chuva deste domingo diminuiu o movimento em relação às edições anteriores da Feira da Colônia Japonesa

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 28/06/2026 às 15h:12 Última atualização: 28/06/2026 às 15h:12
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Mesmo com a chuva, a Feira da Colônia Japonesa, realizada neste domingo (28), em Ivoti, reuniu visitantes interessados em conhecer um pouco mais da cultura oriental. Uma das atrações mais concorridas da programação foi a oficina de origami, que lotou a sala onde ocorreu a atividade e reuniu cerca de 15 participantes entre crianças, casais e famílias inteiras.

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Oficina de origami lotou a sala durante Feira da Colônia Japonesa | abc+



Oficina de origami lotou a sala durante Feira da Colônia Japonesa

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Ministrada pelo origamista Ricardo Hideki Murata, morador de São Leopoldo, a oficina apresentou aos participantes uma das artes mais tradicionais do Japão. Durante a atividade, ele ensinou, passo a passo, como uma simples folha de papel pode se transformar em diferentes figuras por meio de dobras. Quem participou da oficina deste domingo, saiu do encontro com um origami da camisa do Brasil. “O origami é uma arte muito antiga do Japão, que consiste em pegar uma peça de papel e dar forma a ela. A gente vai fazendo cada dobra, passo a passo, até criar flores, pássaros e diversos outros formatos”, explica.

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Segundo Murata, que pratica a técnica desde 2013 e, junto da esposa, criou a marca Yakami Origami para produzir peças artesanais, o origami também carrega um importante significado cultural. “Antigamente ele era usado nos templos como forma de homenagem aos deuses e, com o tempo, acabou se difundindo e se tornando parte da cultura japonesa”, pontua.

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Entre os modelos mais conhecidos está o tsuru, ave que simboliza felicidade, esperança e longevidade. O origamista conta que hoje a técnica também é utilizada na decoração de casamentos, eventos e na produção de lembranças personalizadas. Além de ensinar as dobraduras, Ricardo Murata destaca que a maior recompensa é acompanhar o resultado obtido pelos alunos. “Quando eles terminam o origami e veem o resultado final, o sorriso estampado no rosto das pessoas é muito gratificante.”



Criando memórias em família

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Morador de Lajeado, Eduardo Costa, 44 anos, participou da oficina ao lado da filha, da namorada e da enteada. Aproveitando a visita a Ivoti, eles decidiram conhecer a feira e viver juntos a experiência. “Achei bem legal a proposta. Minha filha já sabe fazer alguns origamis, mas viver esse momento na companhia dela é especial. É uma forma de criar memórias”, afirma.



Quem também fez questão de participar foi Larissa Marques, 27, de Porto Alegre, que visitou a feira acompanhada do marido, Henrique Giovani, 30. Ela contou que já conhecia a técnica, mas aproveitou a oportunidade para aprender ainda mais. “Eu vim para participar da oficina, mas também para conhecer a feira. Está sendo bem legal. Como eu gosto de fazer origami, não achei difícil”, conta.

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Chuva reduz público, mas não desanima visitantes

A chuva diminuiu o movimento em relação às edições anteriores da Feira da Colônia Japonesa, mas não afastou completamente os visitantes. Muitos aproveitaram o domingo para conhecer o evento pela primeira vez, prestigiar as apresentações culturais e experimentar a gastronomia típica japonesa.

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O presidente da Associação da Feira na Colônia Japonesa de Ivoti, Sérgio Takeda, observa a vantagem de ter esse espaço coberto. “O público sempre comparece mesmo com chuva, não no mesmo número do que em dias de sol”, afirma. “Para nós, o que importa é manter o planejado já que a feira se tornou, nos últimos anos, uma importante fonte de renda para nossa gente”, completa.



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