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RIO GRANDE DO SUL

Operação investiga fraude em verbas da saúde envolvendo prefeituras da região

Investigação aponta que empresa usava terceiros para manter contratos com municípios mesmo após proibição judicial de firmar acordos com o poder público

Publicado em: 10/02/2026 às 17h:50 Última atualização: 10/02/2026 às 17h:50
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Foi deflagrada nesta terça-feira (10) a Operação Descuidado II, que investiga fraudes em repasses de recursos públicos destinados à área da saúde relacionados ao Programa Rede Bem Cuidar da Secretaria Estadual da Saúde. A ação investiga o uso de empresa de fachada e interposição de terceiros para manter contratos com o poder público.

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) iniciou a apuração em 2025, como desdobramento da Operação Descuidado I. A investigação revelou que uma empresa utilizava terceiros para continuar contratando com prefeituras, mesmo após ter sido judicialmente proibida de firmar acordos com o poder público.

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Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados judiciais: um de prisão preventiva em Erechim e três de buscas pessoais, sendo dois também em Erechim e um em Erval Grande, municípios da região norte do Estado. Documentos e celulares foram apreendidos para auxiliar nas investigações.

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Três empresários são os principais alvos da ação. A fraude ocorreu mediante falsificação de documentos para simular o cumprimento de exigências legais, permitindo o recebimento indevido de recursos públicos. O prejuízo aos cofres públicos ainda foi contabilizado.

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A lista de prefeituras inclui dois municípios da região: Morro Reuter e Bom Princípio. Além deles, estão envolvidos Ronda Alta, Marcelino Ramos, Vitória das Missões, Faxinalzinho, Balneário Pinhal, Nova Esperança do Sul, Três Palmeiras, Eugênio de Castro e outro município que ainda está sob apuração. As prefeituras não são alvo da investigação.

Entre as medidas cautelares aplicadas está a proibição da empresa investigada de contratar com o poder público. Os crimes apurados incluem fraudes em licitações e contratos administrativos, uso de documentos falsos, interposição fraudulenta de pessoas e empresas de fachada, descumprimento de ordem judicial e continuidade delitiva.

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Primeira fase

A primeira fase da operação, denominada Descuidado I, foi deflagrada em 18 de junho de 2025. Na ocasião, o MPRS investigou um esquema de fraude em repasses da saúde envolvendo 13 prefeituras gaúchas.

As apurações indicaram a atuação de uma empresa de assessoria na simulação de serviços não prestados, permitindo o recebimento irregular de recursos estaduais do Programa Rede Bem Cuidar.

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