Imagine entrar em uma sala de aula e, em poucos segundos, estar cercado por estrelas, galáxias e planetas. A sensação de olhar para cima e ver o cosmos inteiro girando ao redor. Foi exatamente essa experiência que estudantes do Colégio Luterano Arthur Konrath (CLAK), em Estância Velha, vivenciaram na terça-feira (10).

Foto: Geison Concencia/GES-Especial
Pela primeira vez na cidade, um planetário móvel com projeção em 360 graus foi instalado dentro da escola, transformando o ambiente tradicional de ensino em uma verdadeira jornada pelo espaço.
A estrutura inflável em forma de domo recebe projeções digitais em alta definição que envolvem completamente o público. Sem necessidade de óculos especiais, os estudantes acompanham uma apresentação imersiva que simula viagens pelo sistema solar, explorando planetas, estrelas e outros fenômenos do universo.
Uma viagem sem sair da escola
O equipamento faz parte do projeto Urânia, referência nacional em planetários móveis voltados à educação científica. Dentro da cúpula tecnológica, o conteúdo é exibido em projeção digital de alta resolução, criando a sensação de que o espectador está literalmente no meio do espaço.
Durante a atividade, os alunos acompanham narrativas sobre astronomia, origem dos planetas e a dimensão do universo. A proposta é transformar conceitos que muitas vezes aparecem apenas em livros em experiências visuais e sensoriais.
A atividade ocorreu nos turnos da manhã e da tarde, permitindo que diferentes turmas participassem da experiência.
“Trazer a teoria para a prática”
Para a direção do Colégio Luterano Arthur Konrath, experiências como a instalação do planetário móvel fazem parte de uma estratégia pedagógica voltada à aprendizagem mais concreta e significativa. Segundo o diretor Mauri Helbing, a proposta da escola é aproximar o conteúdo teórico da vivência prática dos estudantes.
“A nossa ideia sempre é trazer a teoria para a prática, para que os alunos tenham uma verdadeira imersão no aprendizado”, explica. “Agora temos essa experiência com o planetário, que aborda toda a questão espacial e aquilo que eles já aprendem em sala de aula.”
A proposta do planetário móvel é ampliar o acesso ao conhecimento científico, especialmente na área da astronomia, dentro do ambiente escolar. Segundo o planetarista Cristian Reis, responsável pelas apresentações, o projeto percorre diferentes cidades do Rio Grande do Sul levando a experiência imersiva para estudantes de várias idades.
“O nosso objetivo é levar um pouco mais do conhecimento da astronomia e da ciência para as escolas do Rio Grande do Sul”, explica.
A estrutura inflável utilizada nas atividades tem capacidade para receber cerca de 60 alunos por sessão, que acompanham as projeções dentro da cúpula digital. O conteúdo apresentado é adaptado conforme a faixa etária, atendendo desde a educação infantil até o ensino médio.