abc+

Bloco 1

"Precisamos fazer a voz de vocês chegar ao Piratini": Ato contra pedágios reúne autoridades e moradores no Paranhana

Mobilização feita pela Associação dos Municípios do Vale do Paranhana (Ampara) reuniu centenas de pessoas em Taquara

Publicado em: 20/11/2025 às 12h:29 Última atualização: 20/11/2025 às 14h:22
Publicidade

Centenas de pessoas com um sentimento em comum: todos contra os pedágios e o free flow. Assim, moradores das cidades do Vale do Paranhana foram ao primeiro ato feito pela Associação dos Municípios do Vale do Paranhana (Ampara), em Taquara, contra o sistema de cobrança previstos no Bloco 1 de concessão de rodovias do governo do Rio Grande do Sul. O manifesto aconteceu sob sol e calor na manhã desta quinta-feira (20), às margens da RS-239.

Publicidade

Manifesto realizado pela Ampara mobiliza centenas de pessoas em Taquara contra a proposta do Bloco 1 de concessão de rodovias | abc+



Manifesto realizado pela Ampara mobiliza centenas de pessoas em Taquara contra a proposta do Bloco 1 de concessão de rodovias

Foto: Jauri Belmonte/Especial

O sentimento reproduz o que já se viu na segunda audiência pública relacionada ao assunto, que aconteceu dia 18 no Centro de Eventos da Faccat: contrariedade e indignação por parte de quem, mais uma vez, vai ter que pagar a conta. Com cartazes, cada pessoa com quem se falava se posicionava firmemente e repetia o mesmo pedido: “contra, pedágio não”, em referência aos 23 pórticos no sistema free flow previstos para entrar em operação a partir de 2028, segundo ano da concessão.

VEJA TAMBÉM: Megaloja da Havan de Novo Hamburgo movimenta economia no bairro Rincão; veja por onde anda estátua

“É um absurdo que tenhamos que pagar mais isso. Somos uma região trabalhadora, mas não com altos salários. O mínimo que se esperava de quem ocupa a cadeira do Piratini seria bom senso e sentir o que o povo que está nas ruas quer e pensa. Mas o governador do nosso Estado prefere ignorar tudo isso”, disse a aposentada e moradora de Parobé, Fátima Miciula. 

“Não é justo o povo do Paranhana pagar a conta. Nunca na história da nossa região estivemos tão unidos. Não conheço uma pessoa que concorde com isso. Não tivemos o direito de sermos ouvidos. O nosso grito precisa ecoar até o Piratini. Não podemos pagar por uma conta dessas por 30 anos. Precisamos fazer a voz de vocês chegar ao Piratini”, disse o presidente da Ampara e prefeito de Igrejinha, Leandro Hörlle.  

Publicidade

Com impactos previstos na economia e deslocamento da comunidade entre as regiões do Paranhana e Sinos, a região será impactada diretamente pela colocação de pedágios do sistema free flow, de cobrança automática. Com nove rodovias fazendo parte do Bloco 1, oito delas consumadas (RS-020, RS-040, RS-115, RS-118, RS-235, RS-239, RS-466 e RS-474), além da RS-010, construída do zero, apenas uma não será pedagiada: a RS-118, que liga Sapucaia do Sul a Viamão. O custo é de R$ 0,21 por quilômetro rodado.

Publicidade