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CASO ISABELLA

Prefeitura de Nova Santa Rita prorroga sindicância sobre morte de bebê

Município investiga suposta negligência médica nos atendimentos realizados na Policlínica

Taís Forgearini
Publicado em: 14/11/2025 às 17h:25 Última atualização: 21/11/2025 às 15h:53
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A prefeitura de Nova Santa Rita prorrogou por 30 dias a sindicância que investiga uma suposta negligência médica nos atendimentos de Isabella do Nascimento da Silva, de um ano e sete meses, na Policlínica 24 Horas do Município. A bebê morreu no dia 4 de outubro. O motivo seria uma pneumonia não diagnosticada e tratada tardiamente.

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Policlínica 24 Horas de Nova Santa Rita | abc+



Policlínica 24 Horas de Nova Santa Rita

Foto: Paulo Pires/GES

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Composta por profissionais do quadro do Município, a Comissão de Sindicância, iniciada no dia 7 de outubro, ouviu 25 testemunhas, entre profissionais de saúde que atuam na Policlínica e familiares de Isabella.

Segundo o procurador do Município, Jorge Mentz, a prorrogação do prazo inicial de 30 dias para 60 dias ocorreu devido à complexidade e ao elevado número de testemunhas, foi necessário.

“Foram analisados relatórios e prontuários de atendimentos. Atualmente, foi aberto prazo para manifestação por escrito para dois profissionais da saúde, para que eles apresentem a sua versão dos fatos, bem como para que se manifestem se têm provas a produzir, seguindo os princípios constitucionais do contraditório e a ampla defesa, após estes atos a Comissão vai confeccionar o relatório final da sindicância”, explica.

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Mentz reforça que a sindicância ainda está em andamento e o resultado será apresentado no relatório final.

“A Comissão vem trabalhando para finalizar o relatório antes do prazo final. Após concluído, o relatório final da sindicância será enviado com cópia integral da sindicância para a Polícia Civil, o Ministério Público e para os pais da Isabela, dando total transparência ao trabalho da Comissão de Sindicância”, afirma.

Relembre o caso

De acordo com avó da bebê, Selanira de Almeida Lara, os pais de Isabella buscaram o primeiro atendimento no dia 1º de outubro, na Policlínica de Nova Santa Rita.

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“Custaram para atender. Durante a consulta, não pediram e nem fizeram nenhum exame. Disseram que era dor de garganta. Deram uma medicação e mandaram para casa. No dia seguinte, ela continuava indisposta, com dificuldade para respirar e com febre. Na quinta-feira, a minha filha e o marido retornaram, duas vezes, com a Isabella na Policlínica e, novamente, eles não fizeram nenhum exame. Dessa vez, disseram que era um resfriado”, explicou a avó.

Diante da piora no quadro de saúde, a família levou a bebê para consultar em uma clínica particular, em Canoas, e em um hospital da capital gaúcha.

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“Ela continuava com febre e não queria comer. Estava com moleza no corpinho. Na sexta-feira, eles voltaram até a Policlínica. Quase tiveram que brigar para conseguir atendimento. Houve um bate-boca. Era troca de turno, tinha médico que não queria atender. Na minha opinião, não se importaram. Trataram com descaso. Depois de muita insistência, eles decidiram fazer um raio-x, mas já era tarde demais. Minha neta faleceu na madrugada do sábado.”

Nas redes sociais, o pai de Isabella desabafou sobre a situação. Na postagem, ele destacou o sentimento de dor e reforçou o pedido de justiça.

“Não foi feito nada correto. Se tivessem feito [o raio-x] na quarta-feira, de repente, teriam salvo a nossa filha. Tivemos quatro vezes para só quarta vez fazerem alguma coisa. Todos disseram que era uma gripe, sem exames. Somente na sexta-feira fez o bendito do raio-x. Quero justiça para que não aconteça com outros pais”, disse em um trecho da publicação.

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Registro na polícia

Segundo a avó de Isabella, a família registrou um Boletim de Ocorrência (BO).

“Estamos inconformados. Queremos justiça. Precisa ser investigado a forma como as pessoas são atendidas na Policlínica. Estamos sofrendo com a perda do nosso anjinho e não queremos que outras famílias passem pela mesma coisa. Exigimos uma investigação séria e responsável.”

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