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Protesto contra soltura de empresários de Ivoti: Moradores relatam sensação de insegurança e impunidade

Grupo de manifestantes se reuniu em ato na manhã deste domingo (5)

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Publicado em: 05/07/2026 às 10h:55 Última atualização: 05/07/2026 às 12h:00
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Um protesto contra a soltura dos empresários de Ivoti presos por armazenar e compartilhar conteúdos de abuso infantil marca a manhã deste domingo (5) no município do Vale do Sinos.

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Um grupo de 30 moradores do município foi à Praça Emancipação às 9 horas com cartazes pedindo justiça. O ato por medidas mais severas para o crime também contou com uma passeata dos manifestantes pela Avenida Presidente Lucena.

Protesto em Ivoti contra soltura de empresários  | abc+



Protesto em Ivoti contra soltura de empresários

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial

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As faixas carregadas pelos manifestantes traziam frases como: “Quem consome conteúdo de abuso infantil é criminoso” e “as nossas crianças estão em risco”.

Entre os participantes, Priscila de Lay, de 40 anos, do bairro Cidade Nova, descreve a sensação de insegurança que o caso trouxe à cidade.

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“Eu não consigo mais pensar na minha filha de 14 anos andando aqui pelas ruas de Ivoti sem estar preocupada”, desabafa.

Além do receio com a segurança, o sentimento de impunidade também é descrito pelos moradores, como Zeleide Zancanaro, de 59, do bairro Vista Alegre. “Temos que exigir da sociedade que as pessoas sejam presas, não podemos ficar omissas achando que esse tipo de coisa é normal. Não é normal. Nós que temos filhos, netos, sentimos essa dor porque pode acontecer com qualquer um, e com os movimentos on-line, não conseguimos cuidar de tudo o que está acontecendo.”

O grupo ainda se organiza para comparecer à Câmara de Vereadores de Ivoti às 18h desta segunda-feira (6) para se manifestar sobre o tema. Quem confirma a informação é a empresária Andressa dos Santos Coimbra, de 32 anos.

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Liberdade provisória

A Justiça concedeu liberdade provisória aos homens, de 64 e 47 anos, no sábado (27), durante as audiências de custódia realizadas separadamente.

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Entre os fundamentos das decisões proferidas pelos juízes Daniel Vitor Rizzi Isotton e Thiago Notari Bertoncello, estava a ausência do pedido de prisão preventiva por parte da autoridade policial. Os magistrados seguiram o mesmo entendimento e determinaram a soltura mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Na segunda-feira (29), a delegada Luciane Bertoletti, responsável pela investigação e pelo flagrante, afirmou que a decisão da Polícia Civil levou em consideração a pena prevista para o crime e o fato de os investigados terem colaborado e confessado os delitos. Nem a Polícia Civil e nem o Ministério Público confirmam a identidade dos investigados.

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Questionado pela reportagem na quinta-feira (2), o Ministério Público reforçou argumento também apresentado pela Polícia Civil no caso. “Por se tratar de um crime com pena de até quatro anos, não preenche os requisitos legais para a decretação de prisão preventiva”, reiterou em nota.

O órgão salientou ainda que o caso segue sendo monitorado. “A instituição segue acompanhando de perto o andamento das investigações policiais e eventuais desdobramentos que possam demonstrar a prática de outros crimes.”

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O caso

Os empresários foram presos durante uma operação da Delegacia da Mulher (Deam) de Esteio, resultado de cerca de três meses de investigação. A Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão: dois em endereços ligados ao empresário de 47 anos, na área central de Ivoti, e outro na mansão do empresário de 64 anos, no bairro Jardim Panorâmico.

Integrante de uma tradicional família do ramo calçadista do Rio Grande do Sul, ele armazenava aproximadamente 100 terabytes de pornografia envolvendo crianças e adolescentes, conforme apontou a investigação.

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Conforme a Polícia Civil, os dois pagavam para obter acesso a parte dos conteúdos que baixavam de diferentes plataformas, incluindo a dark web. Após as prisões em flagrante, os empresários foram encaminhados ao Nugesp. No sábado, passaram por audiências de custódia e receberam a liberdade provisória.

As investigações continuam. Agora, a Polícia Civil aguarda a conclusão do laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP) sobre os computadores, celulares e demais equipamentos eletrônicos apreendidos durante a operação. O material será fundamental para a conclusão do inquérito policial e poderá revelar novos elementos relacionados aos crimes investigados.

Cobertura: Amanda Krohn

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