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ATENÇÃO NA SAÚDE

Quatro cidades da região em alerta para casos de tuberculose

Secretaria Estadual da Saúde divulgou informativo com dados sobre a doença no Rio Grande do Sul

Quatro cidades da região em alerta para casos de tuberculose
Publicado em: 21/08/2025 às 17h:42 Última atualização: 21/08/2025 às 17h:42
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A tuberculose é uma doença grave, que ficou no imaginário popular ao aparecer na novela “Cabocla” de 2004. Na trama, o advogado Luís Jerônimo, interpretado pelo ator Daniel de Oliveira, enfrenta a enfermidade e precisa se mudar para o interior em busca da recuperação.

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A novela é ambientada em 1918, época em que a doença não tinha uma cura conhecida. Mais de 100 anos depois, a tuberculose segue sendo um risco para a saúde pública no Brasil, causando o óbito de aproximadamente 6 mil pessoas todos os anos, conforme dados do Ministério da Saúde.

Tuberculose números de casos crescentes na região  | abc+



Tuberculose números de casos crescentes na região

Foto: Fio Cruz/ Divulgação

No Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual da Saúde (SES), disponibilizou o Informe Epidemiológico do RS, com dados sobre os índices de infecção e cura da doença no Estado. O documento foi elaborado pelo Programa Estadual de Controle da Tuberculose (Pect-RS), pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e pelo Hospital Sanatório Parneton.

Região afetada

Em 2024, o RS registrou um total de 5,3 mil novos casos de tuberculose. Entre os municípios mais afetados, quatro estão localizados no Vale do Sinos: Novo Hamburgo, São Leopoldo, Canoas e Sapucaia do Sul.

Em Novo Hamburgo foram 120 pessoas infectadas conforme a SES. Desde 2023 o diagnóstico e o tratamento são realizados nas unidades de Atenção Básica no município.

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A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) afirma que os profissionais passam por qualificações frequentes, otimizando processos e incentivando o diagnóstico oportuno e o tratamento adequado.

Já em São Leopoldo, foram 134 pacientes infectados em 2024. O tratamento na cidade é totalmente gratuito e disponível no SUS. Testes podem ser efetuados em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS), enquanto o acompanhando é feito pelo Programa Municipal de Controle, junto ao Serviço de Atendimento Especializado (Sae).

Em Sapucaia do Sul foram 104 casos registrados. Segundo a Secretaria da Saúde, o tratamento para a doença está disponível em todas as unidades de saúde do município. Além disso, uma unidade referência oferece suporte especializado em casos mais graves. Um dos diferenciais é o tratamento supervisionado DOT, responsável por garantir maior adesão dos pacientes e eficácia no controle da bactéria.

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O município de Canoas registrou 271 pessoas contaminadas pela enfermidade em 2024. O poder público não divulgou os formatos e locais de tratamento na cidade.

Vacina BCG exclusiva para crianças

A tuberculose conta com uma vacina preventiva. No entanto, de acordo com o professor adjunto de infectologia no curso de medicina da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Cezar Vinícius Würdig Riche, a BCG é aplicada apenas em crianças ao nascer. “A vacina é fundamental, mas protege das formas mais graves da tuberculose, não deixando o paciente imune.”

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Em Novo Hamburgo a cobertura vacinal é de 96,91%, enquanto em São Leopoldo o percentual é 80%. Sapucaia do Sul atingiu 91,30% das crianças vacinadas. Em Canoas o percentual não foi divulgado.

Sintomas e importância do tratamento completo

Entre os sintomas, a tosse é o principal alerta para a doença. “Se a tosse for persistente por mais de duas semanas, um médico deve ser procurado.” Outros alertas são o emagrecimento repentino e suor noturno. “Não precisa esperar ter catarro com sangue. Isso significa um estágio muito avançado da doença”, explica Riche.

O profissional salienta a importância do tratamento completo para que o paciente seja curado. “Um dos problemas é que as pessoas abandonam o tratamento, por ser muito longo”, avalia, se referindo ao período de seis meses.

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Em 2023, a proporção de cura dos casos novos de tuberculose pulmonar no Estado foi de 52,5%. Já a taxa de interrupção do tratamento foi de 18,5%. Outra questão diz respeito a contaminação. “São diversos tipos de tuberculose, porém, apenas a tuberculose de pulmão ou garganta são contagiosas”, completa o professor do curso de medicina.

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