Dos sete pacientes que estavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH) e precisaram ser realocados para a Sala Amarela (Unidade NeuroVascular) após a superbactéria Acinetobacter baumannii ser identificada no local, quatro foram infectados.
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Segundo a Fundação de Saúde Novo Hamburgo, eles estão recebendo tratamento específico para o combate. Os outros três, que não foram infectados, foram realocados porque não puderam ficar na sala da UTI.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), vinculado à Secretaria da Saúde (SES), acompanha ações para conter o surto no hospital hamburguense.
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A SES ressalta que o microorganismo é classificado como multirresistente por sua resistência a antibióticos, o que pode tornar as infecções mais graves e representar risco à vida dos pacientes.
O Acinetobacter, diz a pasta, é conhecido por causar surtos hospitalares. A bactéria pode se espalhar de forma epidêmica entre pacientes hospitalizados e gravemente doentes.
Públicos e privados
A SES informa que as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) são eventos que podem ocorrer durante os atendimentos em serviços de saúde.
Por isso, explica, a notificação é obrigatória – tanto para hospitais públicos como privados – em UTI adulto, pediátrica e neonatal, bem como em centros cirúrgicos e obstétricos, serviços de diálise para pacientes crônicos e serviços oftalmológicos intra e extra-hospitalares.
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“Também devem ser informados os dados sobre consumo de antimicrobianos e produtos utilizados para higiene das mãos, como preparação alcoólica e sabonete líquido”, esclarece em sua publicação.
O Acinetobacter baumanni, informa a SES, pode se espalhar em pacientes hospitalizados e gravemente doentes. A bactéria pode estar em diferentes ambientes e equipamentos hospitalares, como ventiladores mecânicos, máquinas de diálise, monitores, sistemas de ventilação, além de superfícies como camas, travesseiros e até aparelhos eletrônicos.