Frutas, verduras, legumes, flores, mudas, animais, tratores e implementos agrícolas tomaram conta da Avenida Presidente Lucena, na manhã deste domingo (19), durante o Desfile do Colono de Ivoti.
Realizado há mais de três décadas, o evento reuniu agricultores de diferentes comunidades do município em uma homenagem a quem, diariamente, cultiva a terra e ajuda a colocar alimento na mesa da população.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
O desfile percorreu o trajeto entre a Sociedade Harmonia e a Praça da Emancipação, no Centro, reunindo representantes das comunidades de Picada 48 Alta, Picada Feijão, Feitoria Nova, Nova Vila e da Colônia Japonesa, além das três escolas do campo de Ivoti e diversas entidades ligadas à agricultura e à cultura local.
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Ao longo do percurso, os mais de 650 participantes exibiram parte da produção agrícola do município, levando para a avenida uma pequena amostra da diversidade cultivada nas propriedades rurais. Além da exposição, também distribuíram mudas de alface, flores e temperos ao público, que lotou a avenida para acompanhar o desfile e aplaudir os agricultores.
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Para a secretária de Desenvolvimento de Ivoti, Denise Rodrigues da Silva, o evento é uma forma de reconhecer a importância dos colonos para toda a sociedade. “Sem o colono a gente não almoça, não janta. Para nós, é um grande orgulho organizar esse evento. É uma homenagem mais do que merecida a quem trabalha diariamente”, comenta.
Denise conta que o desfile é apenas uma pequena amostra de tudo o que é produzido em Ivoti. “Nossa agricultura é muito diversa e é impossível trazer tudo para a avenida, mas queremos deixar um gostinho de tudo aquilo que os nossos colonos fazem”, completa.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Entre os participantes estavam os agricultores Estácio Eidelwein, de 50 anos, e Cristiane Eidelwein, 47, acompanhados das netas Manuela e Lívia Maria, representando a comunidade Feitoria Nova.
Sobre um trator carregado de hortaliças, eles exibiam apenas uma parte da produção cultivada na propriedade da família. “Produzimos quase tudo que é verde. Alface, repolho, brócolis, tomate-cereja. Tem bastante coisa. Isso aqui é só uma parte do que a gente produz”, conta Eidelwein.
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Para ele, participar do desfile é motivo de orgulho. “É um orgulho poder representar a nossa categoria e produzir para o povo poder comer.” Outro personagem que chamou atenção foi o agricultor João Sérgio Graeff, 56. Além das verduras cultivadas em sua propriedade, ele levou para a avenida os bois Carvão e Leão, companheiros de trabalho que ainda ajudam a arar a terra e puxar pasto.
Participando do desfile todos os anos, Graeff destacou a importância de manter viva a memória do trabalho no campo. “Eles fazem parte da lida. A gente ara com eles e trabalha como antigamente. Tenho muito orgulho da minha origem”, garante.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Quem também despertou a curiosidade do público foi a família do agricultor Adair Schabarum, 49, e da esposa, Rosiele Werlang, 42.
Além das verduras produzidas na propriedade, eles apresentaram um pouco da criação de animais, levando quatro cabritos para o desfile. Dois deles tinham apenas 12 dias de vida, outro 20 dias e o mais velho apenas um mês, atraindo olhares e muitos sorrisos de crianças e adultos.
A família trabalha tanto com a produção de hortaliças quanto com a criação de cabritos para leite e carne. “Para nós, que estamos acostumados, a rotina é tranquila. Dá bastante trabalho, mas a família toda ajuda e assim dá certo. O reconhecimento é o maior valor que o agricultor pode receber”, enfatiza.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Entre o público, a moradora Rosangela Schneider, 52, manteve uma tradição que se repete todos os anos. Munida de uma cadeira, ela chegou cedo à Avenida Presidente Lucena para acompanhar o desfile ao lado da família.
Para ela, o evento é uma oportunidade de conhecer melhor as comunidades do interior de Ivoti, mas, acima de tudo, de agradecer aos agricultores. “A principal razão de eu vir para a avenida, além de conhecer um pouquinho da história desses colonos, é poder aplaudi-los como uma forma de agradecimento pelo que eles fazem para todos nós. Afinal, boa parte dos alimentos que nós consumimos são produzidos por eles”, explica.