O domingo (14) foi de chão batido, mate compartilhado e cheiro de churrasco espalhado pelos piquetes e parques da região. A Semana Farroupilha reuniu famílias e amigos em diferentes cidades do Vale do Sinos e do Paranhana, onde o tradicionalismo segue como ponto de encontro e de celebração da cultura gaúcha.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
Em Igrejinha, a manhã começou com o desfile farroupilha, que tomou as ruas centrais com cavalarianos, entidades tradicionalistas e escolas, reforçando a ligação do município — majoritariamente germânico — com as raízes campeiras. “Igrejinha é reconhecida como a cidade da Oktoberfest, mas faço questão de mostrar o quanto também é tradicionalista. São quatro entidades (três CTGs e um piquete) com uma rica programação construída para mostrar essa conexão do tradicionalismo com a imigração”, comenta vice-prefeito Juliano Müller.
Já à tarde, o movimento se concentrou em cidades vizinhas, onde os acampamentos e piquetes mantêm acesa a chama do convívio coletivo. Em Parobé, o rodeio de vaca mecânica e a confraternização no acampamento montado no Parque do Festejando lembraram que a Semana Farroupilha também é feita de dança, habilidade e até brincadeiras. Isso porque, de um lado estavam as apresentações artísticas dos CTGs da 22ª Região. Do outro, os cavaleiros mostravam a precisão do laço sob o lombo do cavalo.
No Parque do Imigrante, em Sapiranga, as rodas de chimarrão — sempre acompanhadas de muita carne — se misturaram às apresentações musicais e culturais. Muitas delas feitas dentro dos próprios piquetes.
Atrações especiais
O maior Acampamento Farroupilha do interior do RS, em Sapiranga, é recheado de atrações, como o Palco da Mulher Gaúcha, que reuniu nomes como Shana Müller e Luiza Barbosa na tarde deste domingo (14). A gauchinha mais amada do Brasil fez o público todo levantar e dançar, para alegria dos fãs como Iara Rolim, que conseguiu uma foto com a artista minutos antes dela entrar no palco. “Eu acompanho ela desde o The Voice, sempre fui muito fã, então viemos de Parobé só para vê-la”. “Ela tem uma voz muito boa, é uma baita artista”, complementa o marido Elizeu Rolim.
Contudo, as atrações vão além das oficiais, como o galo de bombacha Baitaka, do Piquete do Galo. “É o segundo ano dele aqui no acampamento, agora ele já está adulto. E assim como no ano passado, tem sido uma atração, tanto crianças quanto adultos vem fazer um carinho e tirar uma foto”, declara Arleti Pigatto.
Outro ponto de encontro é o Piquete Família Tchê Borracho, o pioneiro do acampamento. “Nós fomos o primeiro grupo do parque, começamos pequenos e foi crescendo tanto que a partir do nosso, foram surgindo outros quatro piquetes. Viramos uma família e nossa história está toda presente através das fotos que a gente faz questão de trazer para o parque”, explica Ronaldo dos Santos, um dos fundadores do Tchê Borracho. “Durante os dias é chimarrão, café da manhã, aí chega um companheiro com uma viola, outro traz a gaita, e assim vamos nos divertindo. Quem quiser chegar, as portas estão sempre abertas.