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SANEAMENTO

Respostas sobre alterações na água de cidades da região são aguardadas há 15 dias

Fepam fiscaliza possíveis crimes de descarte irregular em mananciais da região, mas detalhes seguem sob sigilo de investigação

Publicado em: 24/04/2026 às 07h:00 Última atualização: 24/04/2026 às 07h:12
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Passados 15 dias desde a criação de um grupo de trabalho para descobrir as causas do gosto e do cheiro na água tratada por diferentes operadoras na região, nenhuma resposta efetiva foi dada sobre a situação, que já foi normalizada.

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Denominado “GT Operadoras Bacia Rio dos Sinos”, o grupo de trabalho foi criado no dia 9 de abril deste ano para apurar as causas do problema registrado nos vales do Sinos e Paranhana.

O grupo de trabalho, formado por Corsan/Aegea, Comusa, Semae, Agesan e Araricá Saneamento, nasceu durante uma reunião do Comitesinos com uma promessa de compartilhar análises laboratoriais, técnicas de tratamento e informações sobre instituições especializadas capazes de auxiliar na identificação das substâncias responsáveis pelas alterações percebidas pela população. Mas até o momento, não revelou com exatidão o que de fato aconteceu.

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Comusa é uma das operadoras que identificaram problema | abc+



Comusa é uma das operadoras que identificaram problema

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

O diretor técnico da Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo, Neri Chilant, chegou a sinalizar que os dados seriam divulgados entre os dias 14 e 15 de abril, mas segundo a empresa, especialistas pediram mais prazo para ter certeza do que ocorreu. A Comusa reitera que os dados ainda não são conclusivos.

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“A Comusa esclarece que apesar dos testes apontarem elevação de presença de microrganismos, as causas do fenômeno não são conclusivas e estão a cargo da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) identificar a origem do problema, cabendo a nós, companhias de água, fornecer dados e informações, somente”, diz em nota.

Histórico preocupante

Embora, oficialmente, nenhuma operadora afirme o que causou alterações na água, a Fepam investiga possíveis crimes ambientais na região, mas detalhes seguem em sigilo.

O sócio da empresa Inove, Eduardo Broll Carvalho, especializada no tratamento de resíduos na região, não descarta a possibilidade de uma série de atividades de descarte de resíduos.

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Segundo ele, há suspeita de práticas ilegais que contaminam as bacias hidrográficas. “É difícil afirmar se há uma única fonte ou a origem dela. Porém, há um histórico de operações humanas que descartam água e efluentes nesses rios, sem atender a legislação ambiental. E elas podem gerar impactos na qualidade desses mananciais”, diz Carvalho.

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Na mesma linha, virologista e pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Universidade Feevale, Fernando Spilki, não descarta essa possibilidade.

“O ciclo de uso da água para diferentes atividades que vão da agricultura, pecuária até a indústria, bem como o próprio ciclo de chuvas no período e outros fatores, podem ser determinantes de alterações desse tipo na qualidade da água”, explica.

Suspeita sobre piscicultura

O Semae, de São Leopoldo, divulgou que o descarte irregular da piscicultura no período da Sexta-feira Santa poderia estar atrelado a alterações no manancial.

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A Corsan confirmou que houve o descarte irregular de resíduos por um sistema de piscicultura na região de Rolante, com despejo de água com matéria orgânica e restos de ração.

Rolante foi a primeira cidade da região onde a Corsan constatou mudanças repentinas na água bruta captada em um arroio local, no dia 13 de março.

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A mesma suspeita é admitida pela Araricá Saneamento. Uma plenária com integrantes do grupo de trabalho está prevista para o dia 7 de maio, na Unisinos.

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