A Rota da Lavanda foi lançada oficialmente no dia 14 de outubro e em apenas um mês de integração dos 16 estabelecimentos que fazem parte do novo roteiro turístico de Morro Reuter, incluindo cafés, empórios e lavandários, o resultado na economia e no turismo da cidade já são percebidos.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
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De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Lavanda de Morro Reuter e Região, Alexandre Enzveiler, no primeiro mês de lançamento da rota o turismo aumentou em 80%. “As pessoas têm pressa para visualizar, sentir e saborear as coisas. Foi uma loucura”, conta.
Ele descreve que os turistas vêm de longe e de cidades vizinhas, e muitos de excursões agendadas. Para atender toda essa demanda, os estabelecimentos estão em constante adequação, com horário de atendimento estendido e até novas contratações, por exemplo.
Para os empreendedores locais e para a rota, os impactos são diversos, informa Enzveiler. “Isso vai dar uma sequência de novos investimentos e ampliar estes investimentos, vai entrar novos associados que vão fazer parte da rota e vai ser diversificado”, sustenta. As projeções para o futuro incluem a criação de um selo de origem do produto lavanda e investimentos para novas hospedagens, perfumarias e restaurantes.
Nos estabelecimentos
A Cervejaria Oripacha, localizada em um sítio, oportuniza contato direto com a natureza, oferece uma gama diversificada de cervejas e um espaço gastronômico. O proprietário, Peter Schwambach, relata que após o lançamento da rota vem sentindo uma procura de 50% a mais no estabelecimento.
O movimento impacta nas contratações, pois a equipe do local é composta por quatro funcionários, e a perspectiva é chegar a nove colaboradores gradualmente. “A partir do lançamento da rota a gente sentiu que existe mais procura, as pessoas têm vindo para a cidade e elas procuram mais os estabelecimentos que estão na rota, inclusive a gente”, diz.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
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O Strudel Café e Chocolate, espaço focado na culinária alemã, tem como carro chefe a massa folhada recheada, tanto no doce quanto no salgado, e em menos de um mês recebeu três excursões no estabelecimento. A proprietária, Johanne Hesse, declara que o aumento no movimento foi de cerca de 30%.
“O pessoal está descobrindo, perguntando da rota, vindo com muita curiosidade, e eles vem no intuito de conhecer os estabelecimentos, não só pela lavanda, é para ver o que mais o lugar oferece, então está bem legal”, ressalta.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
Estabelecimentos que não fazem parte da Rota da Lavanda também já começam a sentir o impacto do turismo no comércio. É o caso do Restaurante e Pizzaria Caverna. O proprietário, Sérgio Budke, conta que entre um passeio e outro, visitantes passam no local para almoçar ou jantar, e o crescimento é notável.