Em pouco mais de 30 dias do novo ano, já foram registradas seis mortes em acidentes de trânsito na RS-239, no trecho entre o Vale do Sinos e o Vale do Paranhana. O último óbito aconteceu nesta quarta-feira (4), exatamente um mês após o primeiro acidente com morte de 2026 na rodovia.
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Foto: Reprodução
O acidente do dia 4 de janeiro, em Sapiranga, provocou a morte de três pessoas: José de Lemos Costa, de 72 anos, Mateus da Veiga Silva, 21, e Nicolly Fernanda Chaviel, 17. Um carro colidiu contra uma motocicleta enquanto fazia um retorno na rodovia.
No dia 24 do mesmo mês um ciclista morreu atropelado em trecho da rodovia em Parobé. O homem foi atingido por um veículo que fazia um retorno. Ainda após o atropelamento, o veículo colidiu contra outros dois carros.
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Em 3 de fevereiro, uma batida entre uma motocicleta e um carro provocou a morte de João Bock. O automóvel teria invadido a pista contraria e colidido de frente com a moto. O acidente aconteceu em Rolante.
Um dia depois, neste 4 de fevereiro, Márcio dos Santos, de 53 anos, foi vítima de um acidente na RS-239, em Campo Bom. Ele pilotava uma motocicleta que se chocou contra um carro.
Perigo nos retornos da RS-239
Dois dos últimos quatro acidentes com morte na rodovia ocorreram em retornos, reforçando a percepção de que esses trechos são perigosos. Em recente entrevista ao ABCmais, o capitão Thobias da Silveira, da Companhia de Polícia Rodoviária de Sapiranga, comentou que a corporação tem atuado de forma estratégica na RS-239, avaliando as estatísticas e focando em trechos com mais acidentes.
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“A rodovia exige atenção redobrada. É cercada de áreas urbanas. O condutor precisa estar constantemente atento a travessias, veículos entrando e saindo, e mudanças repentinas no fluxo”, destacou, na data. Ele destacou, ainda, que o policiamento no local visa fazer com que os motoristas reduzam a velocidade, uma das principais causas dos acidentes graves.
Em comparação com 2024, o número de mortes na RS-239 caiu 29,7% em 2025: no ano passado, foram registradas 12 mortes, cinco a menos do que no ano retrasado, que fechou com 17 óbitos. Em pouco mais de um mês, contudo, 2026 já atingiu metade do total de mortes registradas na rodovia ao longo de todo o ano passado.
Mudanças na rodovia
Administrada atualmente pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), a RS-239 deve ser concedida à iniciativa privada, com previsão de início das obras em 2027, conforme o governo do Estado. O projeto prevê intervenções ao longo de dez anos para melhorar a segurança viária.
Entre as mudanças estão a implantação de novos retornos, a substituição do modelo atual por trevos e a construção de passagens inferiores e superiores, como viadutos no trecho entre Novo Hamburgo e Rolante. A rodovia integra o Bloco 1 de concessões, que deve ter edital lançado em março e leilão em junho.