O grupo de trabalho do Comitesinos adiou a divulgação dos resultados e análises da água do Rio dos Sinos. Inicialmente, prevista para o início desta semana, técnicos solicitaram mais estudos e coleta de materiais, a fim de complementar informações. O grupo de trabalho ainda não antecipou a data da divulgação dos resultados.
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Foto: Geison Concencia/GES-Especial
Segundo o coordenador de produção da Comusa, Geraldo Thiesen, é prematuro informar a origem do fenômeno que surgiu na região, neste momento, apesar de as operadoras inicialmente atribuírem o problema à floração das algas. Segundo Thiesen, o grupo aguarda mais dados.
“Estamos aguardando os resultados para ter certeza desse fenômeno. Ainda não se sabe o impacto disso. O Comitesinos também está envolvido. Aguardamos ainda para ter conclusões da origem exata.”
Enquanto os testes adicionais seguem, operadoras do serviço garantem que monitoram a qualidade da água.
A Comusa, de Novo Hamburgo, informa que, quando detectou a proliferação de algas na bacia do Rio dos Sinos, a partir de 7 de abril, técnicos focaram na garantia da potabilidade da água.
“Após garantir que a água era potável, em um segundo momento, começamos a trabalhar na diminuição do fator sensorial. Otimizamos nossas dosagens de coagulantes para que o processo fosse retido na filtração, que conta com uma camada de areia e de carvão ativado no próprio filtro”, explica Thiesen.
O coordenador ainda ressalta que foram feitos ajustes no cloro, suficientes para manter a segurança hídrica e diminuir a sensação de gosto e odor.
Semae
Para corrigir esse problema, o Semae relata que intensificou o uso de carvão ativado no tratamento, um material que já era utilizado e que remove esses compostos. Além disso, seguiu monitorando continuamente a situação com o Comitesinos para discussões sobre o problema em conjunto.
No momento, a água da captação já está normalizada, porém, algumas residências podem ainda ter a alteração devido aos reservatórios. A previsão é de que, nos próximos dias, a situação se normalize.
Corsan/Aegea
Em nota, a Corsan esclarece que toda a água distribuída à população passa por rigoroso controle de qualidade em todas as etapas do abastecimento, desde a captação em rios, arroios ou barragens, até chegar à rede de distribuição depois de passar por tratamento, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
“Desde a detecção de alterações na água bruta captada pela Companhia na bacia do Rio dos Sinos, a Corsan adotou uma série de medidas práticas para o atendimento de cidades como Taquara, Campo Bom e Esteio. A principal providência foi o ajuste no tratamento, com uso de carvão ativado e permanganato”.
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Segundo a Corsan, as primeiras alterações foram identificadas em Rolante, no dia 13 de março, quando se constatou mudanças repentinas na água bruta captada em um arroio local. A investigação também confirmou um descarte irregular de resíduos por um sistema de piscicultura na região, com despejo de água com matéria orgânica e restos de ração. O caso foi comunicado à Vigilância Sanitária de Rolante, à Fepam, à Polícia Ambiental da Brigada Militar e à Agesan.
Esteio
Em Esteio, ao longo desta semana, também foram registrados casos de água com alteração sensorial. Procurada, a Corsan disse que, junto a Fepam, realizaram vistoria conjunta na captação do Rio do Sinos, em Esteio, na quarta-feira (15), sem identificar características que comprometam o manancial. “A Companhia informa que atualmente não há mais registros de clientes relatando alterações na água”.
Bica
O movimento nas bicas de Novo Hamburgo começou a se normalizar. No final da tarde de quinta-feira (16), o equipamento instalado na Rua Rincão, no bairro Operário, registrava uma busca menor por água comparado ao início da semana. Moradores da vizinhança admitem que a água da torneira melhorou em termos de gosto e cheiro, mas ainda relatam pegar água da bica.
Morador do bairro Industrial, Mairo Santos dos Santos, de 40 anos, relata que aproveitou o retorno para casa após o trabalho, para levar alguns litros de água. “Após a água de casa aparecer com um gosto estranho, ficamos com um pouco de receio de beber a água que vem da torneira”.