abc+

SEGURANÇA

São Leopoldo entre as cidades com maior redução de furto e roubo de celulares do RS

Números de 2024 foram analisados no Anuário Brasileiro da Segurança Pública, divulgados dia 24 de julho

Publicado em: 05/08/2025 às 07h:47 Última atualização: 05/08/2025 às 07h:47
Publicidade

O Anuário Brasileiro da Segurança Pública divulgado no último dia 24 de julho pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que o Rio Grande do Sul registrou a menor taxa de roubo de celulares do Brasil em 2024. Neste quesito, o Estado apresentou taxa de 27,9 casos a cada 100 mil habitantes no ano passado. Na comparação com 2023, quando a taxa foi de 31,5 ocorrências, a queda deste indicador em 2024 foi de 11,5% no RS.

Publicidade

São Leopoldo registra redução de furto e roubo de celular



São Leopoldo registra redução de furto e roubo de celular

Foto: Renata Strapazzon/GES-Especial

Em relação às ocorrências de furto de celulares, os números também são expressivos. Sexto Estado em população no Brasil, com 10,8 milhões de habitantes, o Rio Grande do Sul tem a segunda menor taxa de furto de celulares do País, com 106,2 incidentes a cada 100 mil habitantes em 2024, atrás apenas da Paraíba, com 76,6. Em relação a 2023, quando houve uma taxa de 123,9, o índice caiu 14,2%, sendo a sexta maior redução do Brasil.

CLIQUE AQUI PARA FAZER PARTE DA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP

O Anuário da Segurança Pública também traçou um paralelo entre o número roubos e furtos do aparelho. Neste quesito, o Rio Grande do Sul também ocupa a vice-liderança no indicador das menores taxas, com 134,1 a cada 100 mil habitantes. A liderança é da Paraíba, com 126,8. O Estado também teve um decréscimo de 13,7% ante 2023, quando apresentou uma taxa de 155,4.

O documento aponta, ainda, as 10 cidades gaúchas com maior redução nos roubos e furtos de celulares em 2024. São Leopoldo aparece em sétimo lugar, atrás de Porto Alegre, Caxias do Sul, Gravataí, Novo Hamburgo, Canoas e Pelotas. O Município do Vale do Sinos ficou à frente de Alvorada, Santa Maria e Cachoeirinha. Em números, segundo dados repassados pela Polícia Civil, São Leopoldo registrou 186 ocorrências de furto de celulares em 2024, uma taxa 85,6 casos a cada 100 mil habitantes. Em 2023, haviam sido 204 fatos, taxa 93,8. Em 2025, de 1º de janeiro a 30 de julho, foram 134 fatos registrados, taxa de 61,6.

Publicidade

LEIA TAMBÉM: Mais de 6 toneladas de fios inservíveis já foram recolhidas do Centro de São Leopoldo

Em relação ao roubo, o diretor da 3ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (3ª DPRM), o delegado Eduardo Hartz, explica que não há um indicador específico para o crime de roubo de celular. O que mais se aproxima é o de roubo a pedestre. “Mas sabemos que normalmente em casos de roubo a pedestre, o foco dos criminosos é a carteira e o celular da vítima”, analisa Hartz. Em relação aos roubos a pedestres, foram 245 ocorrências na cidade em 2024, taxa de 112,7 casos a cada 100 mil habitantes. Em 2023, haviam sido 447 registros, taxa de 205,6. Já em 2025, até o dia 30 de julho, foram 123 fatos, taxa de 56,6.

Para Hartz, um dos principais motivos para a redução nos indicadores deste tipo de crime no Estado é a Operação Mobile, desencadeada pela Secretaria da segurança Pública do RS (SSP/RS). A operação integrada é realizada de forma rotineira desde abril de 2023 nas 25 cidades que integram o Programa RS Seguro, com o objetivo de combater o comércio ilegal de celulares furtados ou roubados no Estado.

Publicidade

Segundo a SSP, a ofensiva busca interromper a cadeia de comércio ilegal de celulares por meio da fiscalização de pontos de venda. Ao coibir a venda de aparelhos de procedência ilegal, a Mobile contribui, indiretamente, para a redução do roubo e do furto a pedestre, tendo em vista que os celulares são um dos principais alvos desses tipos de crime.

FIQUE ATENTO: Avenida Sapucaia terá alterações no trânsito a partir desta terça-feira

Publicidade

“É uma operação que busca fiscalizar estabelecimentos comerciais e cumprir mandados de busca e apreensão contra suspeitos deste tipo de crime e que serve para alertar os comerciantes sobre a importância da preocupação com a procedência do aparelho que ele coloca à venda em seu comércio”, destaca o delegado.

Segundo ele, a pessoa que é flagrada comprando ou vendendo um produto de furto ou roubo pode ser presa pelo crime de receptação. “A pena por receptação prevê reclusão de 1 a 4 anos. Há ainda o crime de receptação qualificada, onde se enquadra o dono da loja que é pego vendendo um produto roubado. Neste caso, a pena é de reclusão de 3 a 8 anos e multa”, informa Hartz.

Comandante da BM destaca série de fatores que contribuem para a redução dos crimes

Para o comandante-geral da Brigada Militar, o coronel Cláudio dos Santos Feoli, os resultados são fruto de uma atuação que vai além da presença ostensiva nas ruas. “Atacamos receptadores e os locais de revenda. Essa é uma das principais estratégias: sufocar o destino desses aparelhos roubados ou furtados. E a tecnologia é um dos pilares da atuação da Brigada”, explica.

Publicidade

VIU ESTA?: São Leopoldo é contemplada com recursos para reforma de duas unidades do CRAS

A integração com os municípios também é essencial, segundo o coronel. Ele destaca ferramentas como o cercamento eletrônico e a troca de informações com os centros de comando municipais e regionais, que ampliam a capacidade de resposta da corporação. Além disso, segundo Feoli, o uso de drones, sistemas de análise criminal e operações específicas, como fiscalizações em pontos de revenda, resultam em flagrantes e prisões de criminosos.

Publicidade

Outro fator importante, frisado pelo comandante, é a recomposição gradual do efetivo, que aumenta a presença da Brigada nas áreas mais críticas. “Temos operações móveis frequentes, integradas com outras forças de segurança. Quando a ação ostensiva não consegue prevenir, conseguimos prender logo após o crime, com flagrantes que resultam na manutenção do criminoso preso”, afirma.

Sensação de segurança 

Vendedora em uma loja na Rua Primeiro de Março, Fernanda do Nascimento, 46 anos, diz se sentir segura no centro de São Leopoldo. “Se preciso, uso o celular sem me preocupar na rua. Sempre vejo brigadianos pela Rua Independência, por isso nem passa pela minha cabeça que pode vir alguém e me tomar o celular”, conta.

Publicidade

ABORDAGENS EM GRAMADO: Após polêmica das divulgações “insuportáveis”, rede gigante de hotéis toma decisão; entenda

O aposentado Sérgio Rodrigues, 63, também usa o aparelho na rua, mas diz tomar cuidado. “Utilizo para chamar o transporte por aplicativo, consultar algum endereço, ou para me comunicar mesmo. Mas sempre antes de pegar o celular na mão procuro dar uma olhada para os lados, para garantir que não tem ninguém suspeito em volta”, ensina.

O que fazer em caso de furto ou roubo do celular 

Quando um celular é roubado ou furtado, é preciso registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia ou na Delegacia de Polícia Online  e, se possível, fornecer o IMEI do celular, que é o número de identificação do aparelho. Para descobrir o IMEI do celular basta digitar no teclado do aparelho *#06# e guarde o número. É importante guardar esse código fora do celular, em um e-mail, por exemplo, para que a Polícia Civil possa registrar essa informação em caso de furto ou roubo.

Publicidade