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TURISMO ACESSÍVEL

Turismóloga de Novo Hamburgo cria projeto de passeios inclusivos

Iniciativa busca avaliar espaços para que pessoas com deficiência e autistas possam desfrutar do turismo sem barreiras

Publicado em: 04/07/2025 às 12h:02 Última atualização: 04/07/2025 às 12h:03
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E se antes de visitarmos um local pudéssemos saber como é a acessibilidade e a inclusão para Pessoas com Deficiência (PcDs) e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)? Esta é a proposta do projeto Autistando pelo Mundo, idealizado e executado pela turismóloga Vitória Ariane Heydrich Machado Carvalho, de 28 anos, residente de Novo Hamburgo.

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Vitória com marido Tiago e filha Aurora | abc+



Vitória com marido Tiago e filha Aurora

Foto: Arquivo pessoal

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O projeto começou neste ano, porém, é fruto de um desejo e de pesquisas realizadas desde 2021, inclusive foi tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Vitória na Universidade Feevale. “A inspiração veio da minha própria vivência familiar e acadêmica. Nossa família sempre esteve ligada ao tema da inclusão por causa do meu irmão autista. Além disso, durante anos minha mãe estudou sobre o assunto e me incentivou na vida adulta a procurar compreender melhor meus próprios traços autistas, que ela vinha percebendo ao longo do tempo. Isso me levou à investigação e ao laudo no ano passado”, conta Vitória.

A turismóloga compartilha no blog Autistando pelo Mundo avaliações de viagens realizadas com a família, detalhando desde as primeiras impressões ao chegarem, benefícios no local para PCDs e autistas, acessibilidade nos ambientes, o que pode melhorar em cada lugar e curiosidades da viagem. “O objetivo é disseminar conhecimento sobre inclusão e acessibilidade, mostrar que viajar e passear é possível para todas as famílias e contribuir para quebrar estigmas relacionados ao autismo e outras deficiências invisíveis”, explica.

As avaliações se baseiam na experiência em cada local turístico, observando aspectos como estrutura de acessibilidade, atendimento da equipe com foco inclusivo e respeito às diferenças, além do investimento do lugar em capacitação, informação e políticas públicas de inclusão e relação custo-benefício, considerando eventuais auxílios ou descontos para o público PCD e famílias atípicas.

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A turismóloga também publica artigos, dicas de locais acessíveis, roteiro de viagens inclusivas, materiais educativos e iniciativas de inclusão. “Elas ajudam famílias a se sentirem mais seguras, estabelecimentos a compreenderem melhor como acolher pessoas neurodivergentes e sensibilizam a sociedade sobre a importância da acessibilidade real, que vai além da parte estrutural e passa pelo respeito e acolhimento”, ressalta.

Até o momento, os destinos avaliados foram a Aldeia do Papai Noel, o Acqua Motion, a Vila da Mônica e o Garden Park, em Gramado. Também na Serra Gaúcha, o Alpen Park e o Big Land, em Canela e passeios e experiências em Santa Catarina. No blog, ela destaca os pontos positivos e o que cada local tem a melhorar.

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Vitória planeja conhecer e divulgar informações de pontos turísticos em outros estados e países, além de revisitar locais da região.

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