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Um celeiro de craques no Vale do Paranhana

Retomada em Três Coroas e Igrejinha, Copa Cidade Verde reuniu quase 2 mil atletas

Publicado em: 22/01/2026 às 12h:55 Última atualização: 22/01/2026 às 12h:56
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O caminho de qualquer pessoa que almeja jogar futebol profissionalmente passa por uma série de desafios, desde a busca por uma escolinha ou clube, até a luta por espaço em um time profissional. E o início desta trajetória é através das competições de base, que podem definir o rumo dos pequenos atletas. Uma delas é a Copa Cidade Verde, realizada entre os dias 9 e 14 de janeiro nas cidades de Três Coroas e Igrejinha.

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Copa Cidade Verde movimentou os campos da região por uma semana | abc+



Copa Cidade Verde movimentou os campos da região por uma semana

Foto: Ruan Nascimento/Especial

A Copinha, como também é chamada, foi realizada pela Sulicampe, em parceria com a Associação Desportiva e Cultural de Três Coroas (Adec), e apoio da Prefeitura de Três Coroas. O evento esportivo reuniu cerca de 1,8 mil atletas, representando 90 equipes, que disputaram o torneio em oito categorias, da Sub-10 até a Sub-17.

Na edição deste ano, participaram equipes do Rio Grande do Sul e dos Estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Juventude, Grêmio, Brasil de Pelotas, Novo Hamburgo, Olaria FC/RJ, EC Rio São Paulo/RJ e Monamy/RN foram alguns dos clubes inscritos na competição.

As oportunidades que o futebol pode oferecer são o principal desejo dos jovens atletas. Caso de Bruno Shaurer, de 10 anos, que participou da competição pela escolinha do Parobé Futsal. Ele iniciou sua trajetória há quatro anos e se sente feliz quando está em campo ou em quadra. “Quero ser um grande jogador, ser campeão por onde eu passar e também de forma individual. É uma oportunidade de ajudar os meus pais e de retribuir o apoio deles”, ressaltou.

Bruno Soares, 11 anos, defende a AJC Vila Holanda, de Guaíba, e joga em escolinhas há seis anos. Para ele, participar de competições é sempre uma oportunidade de aprendizado, independente do resultado. Além da carreira como profissional, seu maior desejo é conquistar a Copa do Mundo pela seleção brasileira. “Quero sim ser reconhecido e ser um grande jogador. É o sonho de toda criança que está na base.”

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Também com 11 anos, Pietro May, do Gramadense, reconhece a importância do trabalho de base para se tornar profissional. “A Copa Cidade Verde é a quarta competição que estou participando. Estou tentando aprimorar mais a minha qualidade como jogador e no campo consigo isso”, destaca.

Elas jogam junto com eles

Em 2026, a Copa Cidade Verde também recebeu a inscrição de meninas, permitindo que elas pudessem jogar junto com os meninos. Uma delas defendeu o Acadêmicos da Bola e as outras duas representaram o Grêmio Esportivo Sandense, de Três Coroas.

Larissa Santos, 11 anos, de Canela, é uma das garotas que participaram da Copinha representando o Sandense. Ela conta que desde cedo sonha em ser jogadora de futebol e que deseja jogar em grandes clubes pelo mundo, como o Barcelona, uma das maiores referências do futebol feminino na atualidade. Além disso, ressalta a importância do apoio dos pais em sua formação como jovem atleta. “É muito bom jogar com eles aqui me olhando. São minha família. Me apoiam sempre. Quero que eles estejam todos os dias comigo.”

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Nathália Comin também disputou a Copa Cidade Verde pelo Sandense e joga futebol há sete anos. Na competição, avalia que fez uma boa participação, ajudando o seu time a conquistar um bom desempenho, junto com os garotos com quem joga junto. “A maioria dos meninos respeita a presença de uma menina em campo. Gosto de atuar com eles. Há muita parceria dentro do elenco também, e tento fazer o meu melhor sempre”.

Para o técnico do Sandense, Jair Luiz Scherer, a participação das garotas é um avanço significativo para promover a inclusão no futebol de base. “É uma maneira de abrir espaço e quebrar um paradigma que, de certa forma, ainda existe”, frisou.

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Já a diretora de esportes de Três Coroas, Carla Galle, completa que a presença feminina na competição contribui para o desenvolvimento do esporte no município. “Mais do que competir, é abrir portas, quebrar padrões e acreditar no potencial das atletas”, afirmou.

 

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