Depois de mais de dois anos de espera e cobranças por parte dos moradores, a Prefeitura de Novo Hamburgo iniciou, na manhã desta quarta-feira (8), os trabalhos para solucionar os problemas de erosão na calçada da Rua Felipe Camarão, no bairro Guarani.
O trecho, de aproximadamente 107 metros entre as ruas Araújo Viana e Fernão Magalhães, havia sido alvo de reportagem que identificou ao menos cinco pontos de erosão causados por falhas na rede pluvial, incluindo uma cratera de grandes proporções em frente a uma residência. [Veja vídeo ao final desta reportagem.]
Logo nas primeiras horas da manhã, uma equipe da Secretaria de Obras esteve no local e deu início à intervenção. A equipe identificou diversos trechos com canos danificados na rede pluvial, o que estaria provocando o escoamento irregular da água e, consequentemente, o surgimento das erosões.
A presença da Secretaria de Obras surpreendeu moradores, que relataram ter sido acordados com a movimentação das máquinas e trabalhadores em frente às residências.
“Eu acordei hoje com essa grata felicidade, com essa sensação realmente de alívio por ver o pessoal da prefeitura vindo aqui, trabalhando. A gente sabe que existem muitas demandas, mas com certeza essa situação precisava ser vista para que não acontecesse algo maior”, afirmou a analista de RH, Ana Paula de Melo Martiny, 41 anos.
PREVISÃO DO TEMPO: RS entra em alerta para vendaval com rajadas que podem passar de 100 km/h
Outra moradora, a empresária Márcia Regina Reis, 50, também comemorou o início das obras. “Para nós é como se fosse uma vitória, porque faz dois anos que estávamos nessa luta. Temos uma escola próxima e existia o medo de acontecer algo pior. Hoje, ver eles arrumando aqui é uma vitória”, disse.
Márcia ainda ressaltou a importância da mobilização dos moradores e da resposta do poder público. “A gente sabe que a demanda é grande, mas a nossa luta foi feita. Esperamos que outras situações na cidade também tenham esse mesmo resultado”, concluiu.
O problema vinha gerando transtornos diários, especialmente pela dificuldade de circulação na calçada, que estava comprometida em diversos pontos.
Pedestres, incluindo idosos e crianças que se deslocam para uma escola nas proximidades, precisavam dividir espaço com veículos na rua, aumentando o risco de acidentes.