Um problema antigo, perigoso e ainda sem solução tem tirado o sossego de moradores do bairro Guarani, em Novo Hamburgo. Em um trecho de cerca de 107 metros da Rua Felipe Camarão, entre as ruas Araújo Viana e Fernão Magalhães, a reportagem identificou ao menos cinco pontos de erosão causados por problemas na rede pluvial.
A situação, segundo os moradores, persiste há mais de dois anos, mesmo com protocolos já registrados junto à Prefeitura.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
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Na manhã desta segunda-feira (6), foi possível constatar que os danos vão de pequenos buracos a uma cratera de grandes proporções. O maior ponto de erosão tem aproximadamente quatro metros de comprimento e cerca de um metro de largura, com uma profundidade de mais de 30 centímetros.
O buraco, que permanece aberto há cerca de dois anos, fica em frente à casa da analista de Recursos Humanos Ana Paula de Melo Martiny, 41 anos, que mora no local há mais de 18 anos com o marido, Roberto Martiny.
“O buraco está cada vez maior. Daqui a pouco, a gente não vai conseguir entrar dentro de casa”, relata. Segundo ela, há pelo menos dois protocolos abertos desde 2024, além de diversas tentativas de contato com a Prefeitura. “A gente já ligou mais de três vezes, já postei nas redes sociais, então a prefeitura já viu, o prefeito já viu, mas infelizmente nada foi feito ainda”, afirma.
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A cratera fica ao lado de uma parada de ônibus e a menos de 100 passos de uma escola municipal, a EMEB São João, localizada na esquina da via, o que aumenta a preocupação com a segurança, especialmente de crianças que circulam diariamente pelo local.
Em um curto intervalo é possível visualizar diferentes estágios do problema, evidenciando o comprometimento da rede pluvial ao longo da via. Em um dos lados da rua, a calçada está praticamente inutilizada, tomada pelas erosões. Em alguns pontos, moradores improvisaram sinalizações com galhos para alertar pedestres. Em outros, no entanto, não há qualquer tipo de indicação de risco.
Durante cerca de duas horas no local, a reportagem observou intensa circulação de pedestres, especialmente idosos e crianças. Sem condições seguras de caminhar pela calçada, muitos precisam dividir espaço com os veículos na rua.
“Tem crianças que passam aqui na frente, tem parada de ônibus, a escola é aqui perto. Esses dias fiquei apreensiva quando um grupo de crianças passou por aqui, porque poderia acontecer alguma coisa”, relata Ana Paula. “Então até quando vai ficar esse problema? Vai ter que acontecer algum acidente?”, questiona.
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O cenário preocupa o casal e outros moradores pela possibilidade de agravamento da situação. O receio é de que as erosões avancem e comprometam a estrutura de casas, já que o solo segue cedendo com o passar do tempo.
O morador Diomar Adriano da Silva, 56, também relata dificuldades no dia a dia e aponta que o problema se estende para outros pontos da rua. “Tá ruindo toda a calçada, e tá ficando tudo esburacada até lá pra frente”, afirma.
Segundo ele, a falta de condições de uso da calçada impacta diretamente na rotina dos moradores. “A gente tem que estar toda hora correndo pra cima e pra baixo, levando criança pro colégio, é complicado. A gente tem que andar no meio da rua, porque não tem calçada”, completa.
A Prefeitura foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre a situação.