A Unisinos deu mais um passo estratégico na promoção da cooperação internacional. Participou, em setembro, da Missão Internacional China 2025, organizada pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) em parceria com o Sebrae, o Ministério das Relações Exteriores e o programa Diplomacia para a Inovação, e ampliou o seu espaço no cenário global.
“Uma experiência enriquecedora. Foram três semanas bem intensas”, avalia o reitor da Unisinos, padre Sérgio Mariucci, que foi ao país asiático juntamente com o gestor executivo do Parque Tecnológico São Leopoldo (Tecnosinos), Silvio Bitencourt da Silva.
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Foto: Divulgação
Trinta países
Com a assinatura de mais dois termos de cooperação na China – um em Xiamen e outro em Xangai – , a Unisinos atingiu a marca de 150 parcerias em cerca de 30 países.
Além da China, a universidade promove a internacionalização por meio do incentivo a experiências acadêmicas no exterior para estudantes e professores, mantendo acordos de cooperação com instituições de ensino em diferentes partes do mundo como Alemanha, Coreia do Sul, Itália, França, Espanha, Portugal, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Áustria, Suíça, Suécia, Bélgica, Noruega, México, Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia e Moçambique, entre outros.
“É importante que os alunos da região vejam na Unisinos uma porta para o mundo”, diz o reitor da universidade, mas ressaltando também a importância de reter talentos qualificados para fomentar a economia gaúcha, o desenvolvimento do nosso Estado.
Conforme Mariucci, todos os movimentos estão alinhados com o plano estratégico e o Masterplan, o plano de desenvolvimento do seu ecossistema que tem como objetivo transformar a experiência universitária e consolidar a universidade como um polo de inovação, conhecimento e integração regional.
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Inspiração e negócios
“A cada ano, a Anprotec escolhe um país com um conjunto de parques para que se possa visitar para se inspirar e também fazer negócios”, explica o reitor da Unisinos. Com a Anprotec, foram organizadas agendas em Xiamen e em Pequim, mas Mariucci e Bitencourt também estiveram em Xangai.
Em Xiamen, firmaram parceria estratégica com o China-Brics Science and Innovation Incubation Park for The New Era (China-Brics Siip), voltada à cooperação acadêmica e ao desenvolvimento de projetos conjuntos em áreas de alta tecnologia e inovação. “Eu assinei um acordo com o parque tecnológico de Xiamen. Outras instituições do Brasil também firmaram este acordo de cooperação amplo e depois, de acordo com a vocação de cada parque, vai se buscar as parcerias com a própria universidade ou com empresas”, explica.
“O Tecnosinos está buscando trazer empresas e também para a Unitec 4, recentemente inaugurada. Queremos trazer empresas vinculadas à tecnologia da saúde. Estamos buscando isso porque uma empresa que se instala aqui de grande porte, gera empregos, desenvolvimento. Os diálogos estão bons”, avalia o reitor em relação ao andamento das negociações.
A viagem seguiu em Pequim, onde também ocorreram visitas aos parques tecnológicos. “Todos são de dimensão gigantesca”, observa o reitor, destacando o TusPark, com 16 universidades vinculadas.
Projeto para formar engenheiros
Em Xangai, o reitor da Unisinos e o gestor do Tecnosinos também estiveram no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics. Foram recebidos pela presidente da instituição, Dilma Rousseff, que apresentou as prioridades estratégicas do banco, voltadas ao financiamento de projetos de infraestrutura sustentável, tecnologia verde e transição energética.
“Fizemos um pedido para que o Brics pudesse ter algum tipo de financiamento ou participação para formação de engenheiros no Brasil. Dilma nos mostrou todas as possibilidades e pediu que fizéssemos um projeto focado em engenharia de produção. Ela destacou que engenharia de produção é uma demanda muito grande e que demanda formação no Brasil”, conta o retor. Segundo Mariucci, a Unisinos fará este projeto. “Vou propor para todos os colegas do Comung (Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas) para que, caso venha o financiamento, beneficie todo o Estado. Espero que dê certo, e, dando certo, acredito que será uma política para beneficiar universidades comunitárias do RS.”
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Agendas com chineses em novembro
“A viagem foi espetacular. Trouxe alguns ganhos e alguns potenciais”, avalia o gestor do Tecnosinos, Silvio Bitencourt. “Os ganhos são especialmente os convênios, os acordos que foram assinados, não só aqueles que foram assinados diretamente com a Unisinos em termos de intercâmbio acadêmico, de conhecimento, projetos conjuntos, mas também os convênios e acordos assinados no âmbito dos parques tecnológicos, sejam os assinados em grupo, via Anprotec, como a assinatura com a incubadora Brics, em Xiamen, ou o acordo específico estabelecido com o parque científico e tecnológico da Arábia Saudita, que inclusive sediará o congresso da Associação Internacional de Parques Científicos e Áreas de Inovação (IASP) em 2027”, destaca.
“Em paralelo a isso, tivemos a oportunidade de participar de vários eventos empresariais, onde apresentamos o Tecnosinos, as empresas que aqui existem e o potencial que existe para fazer negócios com empresas que estão aqui. Destacamos que muitas buscam a internacionalização e o mercado da China é interessante”, observa.
“Foi discutida a possibilidade, por meio da apresentação que fizemos, de recebermos empresas da China no Tecnosinos. Empresas que desejem operar em parceria com empresas brasileiras ou mesmo se instalar aqui dentro da perspectiva de gerar empregos, negócios, arrecadação para o Município”, conta Bitencourt, destacando que tais perspectivas se apresentam como concretas. “Estamos numa fase de desdobrar os convênios em planos de ação. Nós já temos duas agendas pré-estabelecidas para novembro, uma com grupo empresarial de Xiamen para discutirmos oportunidades de negócios em conjunto, similar ao trabalho que já realizamos com Portugal, e a outra reunião deve ocorrer com uma incubadora de base tecnológica de Xangai, associada a universidade ECNU”, antecipa. “O Tecnosinos foi sempre destacado, nestas atividades na China, como um dos melhores parques brasileiros.”
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Referência e campo de oportunidades
Teve assinatura de acordo de cooperação também na East China Normal University (ECNU) em Xangai. O acordo, assinado pelo reitor da Unisinos com a ECNU, incluindo o ECNU Science Park, é extensivo ao Tecnosinos. “Abre possibilidade de estudantes fazerem intercâmbio, facilita o visto, a moradia, bolsa de estudos”, enumera o reitor sobre benefícios do acordo.
“A China tem crescimento consistente, é referência em desenvolvimento tecnológico, na engenharia da computação, em várias áreas e pode ser um campo de oportunidades para negócios e aperfeiçoamento para estudantes, professores e pesquisadores.”
A medida que houver interesse, intercâmbios já podem ser feitos. “A estrutura das universidades são fantásticas, bonitas, são todas horizontais, parecidas com a Unisinos, com muita natureza”, compara o reitor, destacando ainda a segurança e a hospitalidade do povo chinês.