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PRODUTIVIDADE

VÍDEO: Agricultores de Montenegro comemoram uma das melhores safras de citros; colheita atual pode render mais de 60 toneladas de frutas

Projeção é que a produção gaúcha de citros volte a superar a marca de 500 mil toneladas

Publicado em: 29/05/2026 às 21h:39 Última atualização: 01/06/2026 às 14h:06
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Agricultores de Montenegro tiveram um motivo a mais para comemorar neste ano. Com resultados positivos, a colheita da atual safra pode render mais de 60 toneladas de frutas cítricas, entre elas, a bergamota e a laranja.

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Durante a 26ª Abertura Oficial da Safra Estadual de Citros, realizada na sexta-feira (29), na localidade de Fortaleza, em Montenegro, os números apresentados reforçam o potencial do município na cultura, além de acender o otimismo para as próximas safras. [Assista ao vídeo no final da matéria]

Bergamota Montenegrina faz parte das frutas cítricas da safra atual | abc+



Bergamota Montenegrina faz parte das frutas cítricas da safra atual

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

Segundo Elisandra Kehl, produtora rural que recebeu solenidade de abertura, a safra foi bastante positiva. Ao todo, a família colheu cerca de 5.600 caixas de bergamota, somando as variedades Montenegrina, Ponkan e Caí.

Já para este ano, a expectativa é de uma produção menor, entre 1.300 e 1.500 caixas. A redução ocorre devido à alternância natural da cultura, fenômeno em que um ano de alta produção costuma ser seguido por outro de menor rendimento. Porém, dentro de uma média anual, valores ainda são considerados positivos, mesmo com eventuais quedas.

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“A gente está tentando aprender a controlar essa alternância, mas não é algo simples. Estamos buscando maneiras de reduzir essa diferença entre uma safra e outra”, explica.

Na propriedade, a principal variedade cultivada é a bergamota Montenegrina. A ligação da família com a fruta é histórica. Everton, marido de Elisandra, é neto do agricultor que descobriu a variedade Montenegrina, uma das mais tradicionais da região.

“Para nós é uma alegria muito grande receber um evento desse porte. Somos uma pequena propriedade e poder mostrar que a agricultura familiar dá certo é motivo de orgulho. É uma oportunidade de mostrar que é possível viver e prosperar no campo”, destaca Everton.

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Branda, Everton, Elisandra e Brayan Kehl, família que recebeu 26ª Abertura Oficial da Safra Estadual de Citros | abc+



Branda, Everton, Elisandra e Brayan Kehl, família que recebeu 26ª Abertura Oficial da Safra Estadual de Citros

Foto: Geison Concencia/GES-Especial

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Emater e prefeitura reconhecem papel da citricultura

Atual cenário representa não apenas renda para os produtores rurais, mas também a oferta de alimentos de qualidade para os consumidores. Além do aspecto econômico, a citricultura faz parte da cultura gaúcha. Frutas como a bergamota e a laranja estão presentes no dia a dia das famílias e integram os hábitos da população.

Segundo o presidente da Emater, Claudinei Baldissera, a expectativa é de uma safra com boa produtividade, seguindo o desempenho positivo registrado no ano anterior.

“Com a abertura da safra, inicia-se também um novo ciclo para a atividade. A colheita avança, enquanto os produtores já começam a planejar os próximos passos. O período de inverno, por exemplo, é fundamental para o manejo dos pomares e para a implantação de novas áreas de cultivo”, comenta Baldissera.

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O prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta, aponta a citricultura como uma das principais atividades do interior, com destaque especial para a bergamota montenegrina, reconhecida não apenas em nosso Estado, mas também em diversas regiões do Brasil.

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“O evento reforça a importância da produção de citros no município, que engloba bergamotas, laranjas e limões. Entre essas culturas, a bergamota é o grande carro-chefe, cultivada por dezenas de produtores rurais e responsável por levar o nome de Montenegro para outros estados e até para mercados internacionais”, completa Zanatta.

Clima e doenças

Segundo o secretário de Agricultura, Márcio Madalena, a expectativa para as próximas safras segue positiva. A projeção é que a produção gaúcha de citros volte a superar a marca de 500 mil toneladas, um patamar que vem se consolidando nos últimos anos. No entanto, o desafio do setor é ainda maior.

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“Precisamos mirar as 600 mil ou até 700 mil toneladas nos próximos anos. Esse é um objetivo importante para toda a cadeia produtiva”, afirma.

Em relação aos riscos climáticos, o secretário destaca que o Governo do Estado acompanha permanentemente os cenários meteorológicos e mantém reuniões frequentes para monitorar possíveis eventos adversos.

“O governo está atento e preparado. Caso haja a perspectiva de algum fenômeno climático mais intenso que possa prejudicar as culturas agrícolas, vamos buscar antecipar ações e estratégias para minimizar os impactos”, explica.

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Outro ponto considerado fundamental é a manutenção do status sanitário do Rio Grande do Sul como área livre do greening, doença que afeta os citros e já causa prejuízos em importantes regiões produtoras do País.

“O Rio Grande do Sul é um dos poucos estados produtores que ainda não registra a presença da doença. Por isso, nosso Departamento de Defesa Vegetal atua com fiscalização permanente, barreiras sanitárias e monitoramento constante”, destaca.

Segundo ele, preservar esse status não apenas protege a produtividade dos pomares gaúchos, mas também agrega valor à produção e amplia as oportunidades de mercado para os produtores.

Indicadores

Os números demonstram a força do setor. Apenas na cultura da bergamota, houve um crescimento de cerca de 8% na área plantada no último ano. Isso reflete um mercado aquecido e uma demanda crescente por frutas produzidas no Rio Grande do Sul. Como consequência, as áreas cultivadas com bergamotas, laranjas e outras frutas cítricas vêm se expandindo em diferentes regiões do Estado.

No Vale do Caí, principal polo citrícola gaúcho, essa realidade é ainda mais evidente. A região reúne áreas consolidadas, produtores experientes e uma tradição que ajuda a manter o Rio Grande do Sul como referência na produção de citros.

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No caso da bergamota, a estimativa é de que a produtividade alcance uma média de 17 toneladas por hectare — atualmente, pouco mais de 5% da produção já foi colhida, especialmente de variedades precoces como Satsuma e Okitsu, e também de variedades como a Caí e a Ponkan.

No caso da laranja, a previsão é de um volume superior ao colhido no ano passado, que foi de 20 toneladas por hectare. O limão também permanece nesse quadro de normalidade, com médias entre 16 e 17 toneladas por hectare.

Já em Montenegro, conhecida como o berço da bergamota montenegrina, a tendência é de que os cerca de três mil hectares plantados de bergamotas rendam algo próximo a 54 mil toneladas de frutas.

No caso das laranjas, os 300 hectares cultivados no município devem resultar em 9 mil toneladas do fruto. A área destinada à lima ácida Tahiti, de 40 hectares, deve produzir mil toneladas.



Veja o vídeo:

Agricultores de Montenegro comemoram uma das melhores safras de citros
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